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Petistas abandonam ACM e acionam Conselho de �tica

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Brasília ? A possibilidade de abertura de um processo de cassação do mandato do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) cresceu ontem, com a decisão da bancada do PT do Senado de encaminhar ao Conselho de Ética ?fatos documentais e testemunhais? que, segundo o líder Tião Viana (AC), comprovariam o envolvimento do parlamentar nos grampos telefônicos ilegais realizados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Foi o primeiro ato concreto do PT em defesa de uma investigação contra o senador. ?Diante de uma denúncia de tal gravidade, a bancada só tinha um caminho a tomar, que era encaminhar fato ao Conselho de Ética?, afirmou Viana, sem especificar que documentos seriam esses. Limitou-se a dizer que foram entregues a ele, ao líder do governo Aloizio Mercadante (SP), e à senadora Heloísa Helena (PT-AL) pelos repórteres Luiz Cláudio Cunha e Weiller Diniz, da revista IstoÉ. Segundo ele, os profissionais alegaram ?razões? para se manifestarem apenas perante o Conselho de Ética. O líder não quis dizer porque o partido se limitou a encaminhar uma ?solicitação? e não uma representação, como é praxe. Outro senador petista deu os motivos. Segundo ele, a documentação encaminhada pelo PT foi obtida de forma ilegal, constituídas de grampos feitos contra o próprio ACM. Os repórteres teriam recebido cópias de fitas nas quais o senador relata a amigos, em detalhes, o esquema de grampos disparado contra seus desafetos. Ou seja, ele estaria sendo grampeado enquanto grampeava. ?Era mesmo a Bahia de todos os grampos?, ironizou o parlamentar, que esteve na reunião de urgência convocada por Mercadante, quando, por unanimidade, os petistas assinaram um requerimento solicitando a ação do Conselho de Ética.

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