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Collor defende uni�o de for�as ap�s processo de impeachment

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O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) declarou, na tarde de ontem, em entrevista à JovemPan, que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) não vai resolver os problemas político-econômicos do País. Ao final do processo, o parlamentar defendeu uma união de forças para recolocar o Brasil no crescimento, sobretudo, para discutir as reformas que vão entrar em pauta no Congresso Nacional. O ex-presidente revelou ainda que a construção do seu impeachment começou a ser traçado em 1990 por setores ?descontentes com medidas tomadas por seu governo?. Na entrevista que foi transmitida em cadeia de rádio e via internet no Youtube para todo o Brasil, Collor revelou que atuar como juiz no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é ??desconfortável?, mas o destino e a história lhe reservaram este momento. O ex-presidente frisou que as forças políticas que ?o apearam do poder? são as mesmas que agora podem ser tiradas da presidência com a conclusão do processo que tramita no Congresso há mais de cem dias. ?O momento atual que o Brasil enfrenta é de extrema gravidade, diferentemente do processo ocorrido em 1992. A cena política é outra, a crise é institucional. Em 1992, era pessoal e não havia antes crise política. A crise econômica hoje existe de fato, é a pior recessão da história brasileira. Os crimes de agora estão textualmente tipificados na Constituição e na Lei 1.079. Em 1992, forçou uma interpretação. O processo se deu de forma diferente. E, como já disse, o rito é o mesmo, mas o ritmo e o rigor, não. Isso todo mundo percebeu, todo mundo falou?, expôs. Collor alertou que independentemente do resultado final existe a necessidade de ??uma união de forças políticas para se debruçar sobre a agenda que os parlamentares devem apreciar no Congresso Nacional?. Para o senador Fernando Collor, é importante que os legisladores apontem os sinais corretos para a mudança do cenário atual, propondo saídas e encontrando soluções. Ao traçar uma comparação entre o impeachment de Dilma e o de 1992, Collor aponta que a principal lição que observa é que ninguém governa sozinho. ?Até as ruas são diferente: se em 1992 eram pessoas vinculadas a partidos e a alguns movimentos ? e em números infinitamente menores ?, hoje, o que vemos é uma esmagadora maioria da população que foi espontaneamente às manifestações, fazendo questão de não se vincularem a partidos, sindicatos etc. Até a OAB, ABI, CUT e UNE são diferentes, não é mesmo??, questionou o ex-presidente.

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