Política
PT decide deixar cargos no Estado
A executiva do PT em Alagoas reafirmou, ontem, a determinação de entregar os cargos ocupados no governo do Estado, comandado por Renan Filho, do PMDB, partido que segundo os petistas teria liderado o que consideram golpe contra a ex-presidente da República Dilma Rousseff. Na próxima segunda-feira, dia 5, a partir das 9h, dirigentes da executiva estadual do partido se reúnem para discutir as repercussões do impeachment de Dilma e uma resolução onde o PT propõe a saída de seus integrantes do governo do Estado. No mesmo dia, o partido deve convocar uma entrevista coletiva para anunciar, oficialmente, a decisão. ?Infelizmente a gente esperava que tivesse uma outra postura, apostamos nisso, fomos até as últimas consequências, até o Dia D, esperando que o próprio senador Renan Calheiros [PMDB] ? presidente do Senado e pai do governador Renan Filho ? revisse a sua posição e se juntasse na trincheira dos que defendem a democracia, infelizmente isso não aconteceu?, afirma o presidente do diretório municipal do PT em Maceió, Ricardo Barbosa. A discussão sobre a postura do PMDB, ressalta o dirigente petista, ?vai levar a gente a uma posição que nós queremos discutir com muita sobriedade, democraticamente com os companheiros da executiva estadual do partido de ruptura, rompimento do PMDB aqui em Alagoas e consequentemente, com o governo do Estado, no qual o PT até então faz parte, ocupando a Secretaria do Trabalho, com Joaquim Brito, e a Serveal [Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas], com o ex-deputado estadual Judson Cabral?. A princípio, o partido vai, segundo Ricardo Barbosa, ?aconselhar, até porque a gente não pode obrigar ninguém na sua esfera pessoal. Mas o partido vai recomendar que os militantes do PT se retirem dos cargos comissionados no governo do Estado. Isso, em outras palavras, significa que a pessoa que é militante do partido, filiada ao Partido dos Trabalhadores, se não concordar com essa decisão, não estará lá mais no governo representando o partido?, diz.