Política
Munic�pios de Alagoas t�m gest�o ineficiente
Que prefeituras fizeram mais com menos dinheiro? Para responder a esta pergunta, a Folha de S.Paulo, em parceria com o Datafolha, elaborou o Ranking de Eficiência dos Municípios, divulgado em plataforma online. Com dados do censo 2010 do IBGE e do Tesouro Nacional, o estudo relacionou a receita per capita das cidades com a quantidade de crianças em escolas e creches, o número de equipes de atenção básica à saúde e de médicos, além da cobertura de rede de esgoto e coleta de lixo. De 84 municípios de Alagoas, vinte foram considerados ineficientes, enquanto que treze figuram entre os melhores avaliados. O indicador varia de 0 a 1 e quanto mais perto de um, mais eficiente é considerada a gestão pública. O Ranking divide as cidades estudadas em quatro categorias: eficiente, alguma eficiência, pouca eficiência e ineficiente. Entre os municípios alagoanos, Satuba foi o que melhor reverteu em serviços para a população a receita disponível. Em seguida, vem Maribondo e Barra de São Miguel. Viçosa, Paripueira e Anadia são cidades com ?alguma eficiência?. Já a capital Maceió aparece entre as cidades com pouca eficiência, assim como Arapiraca, União dos Palmares e Maragogi. Na lista das prefeituras consideradas ineficientes, estão municípios como Mata Grande, Inhapi, São José da Tapera e Coité do Nóia. O Ranking classifica 5.281 municípios, o que corresponde a 95% das 5.569 cidades brasileiras. Entre as prefeituras estudadas, apenas 24% foram reconhecidas como eficientes. A cidade mineira de Cachoeira da Prata, com passado de forte industrialização, está no topo da lista entre todos os municípios avaliados. Segundo a pesquisa, nos 5% dos municípios com menos eficiência no gasto público, o funcionalismo cresceu 67% entre os anos de 2004 e 2014. O aumento dos gastos públicos, a dependência de verbas federais, além da redução da indústria e a ascensão do agronegócio são fatores apontados como desafios para a gestão pública.