Política
Protesto marca desfile militar
O discurso programado do governador Renan Filho para o encerramento do desfile de 7 de Setembro, ontem, na orla de Jaraguá, acabou cancelado por causa da passeata do Grito dos Excluídos. Integrantes da Polícia Militar, do Exército, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros já haviam desfilado, quando entrou na avenida a mobilização liderada por sindicalistas, agricultores sem-terra, estudantes e diversos profissionais, como professores e advogados. A marcha ocorre há 22 anos em Alagoas. Desta vez, o grupo pediu a saída do presidente Michel Temer. Ao lado da primeira-dama, Renata Calheiros, e de várias autoridades, entre elas, o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, e o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador João Azevedo Lessa, Renan Filho assistiu ao desfile na tenda montada no mirante do Museu da Proclamação da República. Os batalhões marcharam e fizeram uma série de simulações da atuação militar nas ruas, com a abordagem a suspeitos, prisão de bandidos, uso de cães no combate ao tráfico de drogas e resgate de vítimas, tudo como planejado. Quando a Marcha dos Excluídos, que também era prevista, ganhou passagem, após o último batalhão desfilar, o governador Renan Filho desceu a rampa forrada com tapete vermelho para cumprimentar os manifestantes. As lideranças dos movimentos rurais saudaram o peemedebista e agradeceram a atenção que ganhavam do Chefe do Poder Executivo. Com o tema ?Fora Temer, e esse sistema é insuportável: exclui, degrada e mata?, os manifestantes gritaram palavras de ordem em favor da democracia e pela saída do presidente Michel Temer, que assumiu o governo federal após o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na sequência dos movimentos de sem-terra, a Macha dos Excluídos exibia diversos cartazes contra o governo de Temer e os manifestantes pararam para gritar ?golpistas?.