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TJ adia julgamento de acusados na Opera��o Taturana

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O Tribunal de Justiça de Alagoas adiou, na manhã de ontem, o julgamento dos recursos impetrados pelos condenados na Operação Taturana, ocorrida em 2007, durante investigação do rombo de R$ 300 milhões na Assembleia Legislativa através de empréstimos bancários. A sessão não aconteceu porque o desembargador Celyrio Adamastor faltou por motivo de doença. Em 2012, quinze pessoas foram condenadas, a maioria deputados, entre eles, dois candidatos a prefeito de Maceió, Cícero Almeida e Paulão. Se for mantida a condenação, com a rejeição dos recursos, os réus ficam inelegíveis, inclusive os atuais candidatos. O julgamento deve ocorrer no próximo dia 22, mas com as portas fechadas, graças ao ?segredo de Justiça? acatado pelo tribunal. Contrário ao sigilo, o procurador-geral de Justiça, chefe do Ministério Público Estadual, Sérgio Jucá, se manifestou ontem na sessão da 3ª Câmara Cível do TJ, colegiado que vai decidir sobre a apelação dos réus. Antes, o chefe do MP falou para a imprensa que não concorda com a imposição do segredo de justiça. ?Por que esconder da sociedade essa roubalheira??, questionou, durante entrevista para uma emissora de TV. ?Esse processo versa sobre a maior roubalheira que houve no Estado de Alagoas com o envolvimento de vários parlamentares e depois de dez anos a 3ª Câmara Cível vai julgar se mantém a sentença. Torço para que a decisão de 1º grau seja mantida e os parlamentares se tornem inelegíveis?, afirmou o procurador-geral Sérgio Jucá. De acordo com o Chefe do Ministério Público, autor da denúncia que resultou na condenação dos réus, as provas documentais não deixam dúvidas de que os parlamentares contraíram empréstimos em instituições bancárias para atender interesses pessoais, ?mas nunca pagaram um tostão?, nas palavras de Sérgio Jucá. ?Quem pagou fomos nós, o povo alagoano?, completa o procurador, se referindo aos contratos com o Banco Rural. Parte dos condenados na Operação Taturana também adquiriram empréstimos no banco Bradesco Prime.

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