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MPF QUER AFASTAR CRISTIANO MATHEUS DO CARGO

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O final do segundo mandato do prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus (PMDB), pode ser longe da sede da prefeitura. Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação de improbidade administrativa em que pede o ressarcimento de R$ 102 milhões, bem como o seu afastamento do cargo. O prefeito nega e se disse tranquilo e apto a prestar esclarecimentos. O pedido foi feito após dois anos de investigação, onde o alvo foi a aplicação de recursos federais que deveriam ser investidos em transporte escolar. Ao invés disso, teria ocorrido o superfaturamento de serviços e contratos, além de licitações direcionadas para contemplar a empresas que não atendiam requisitos para o serviço de transporte escolar. Segundo o MPF, o prefeito e outras 21 pessoas, entre vereadores, secretários e servidores públicos são apontados como suspeitos de integrar um esquema que lesou o erário. Por esta razão, na mesma ação também é solicitado o bloqueio de bens. Por conta da repercussão do caso, em Marechal Deodoro chegou-se a especular que o prefeito teria sido preso. A informação, porém, fora plantada por adversários políticos, já que o pleito tem dividido a opinião pública da cidade. Em relação à investigação, uma importante descoberta envolve a contratação de funcionários da prefeitura como pertencentes à empresa que prestava serviços. O próprio transporte utilizado também não pertencia à empresa, mas sim ao município. Porém, não integravam o patrimônio físico do município, já que eram alugados. Desta forma, de acordo com os dados apurados, a prefeitura efetuava dois pagamentos: um para o aluguel e outro para a suposta contratação.

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