Política
O PSDB S� SABE GANHAR ELEI��O NO TAPET�O
Vereador por Maceió, prefeito da capital durante duas gestões, deputado estadual e atual deputado federal Cícero Almeida (PMDB) disputa pela terceira vez o comando do Executivo municipal. Ao deixar Brasília para se lançar a um novo desafio, ele diz que atende a uma ?convocação da população?. Quarto candidato a participar da série de entrevistas da Gazeta com os concorrentes à prefeitura, Almeida diz que obras sociais serão prioridade de sua gestão, se eleito for, faz severas críticas a seu principal adversário no processo, o atual prefeito de Maceió, deixa claro que o tom de embate no Guia Eleitoral vai ?pegar fogo? até a eleição, e afirma que uma de suas primeiras ações será retirar os pardais da Avenida Fernandes Lima. Responde também a perguntas dos eleitores, ouvidos nas ruas de Maceió pelo estudante de jornalismo Wende Evangelho. Acompanhe. Gazeta. O senhor saiu da Câmara Federal para se lançar ao terceiro mandato. Há opiniões de que um segundo mandato já não é tão bom quando o primeiro. O que esperar de um terceiro mandato seu se for eleito? Cícero Almeida. Ainda bem que houve um intervalo de quatro anos para que nós pleiteássemos o terceiro mandato. E o objetivo desse terceiro mandato é, na verdade, atender a uma convocação da população alagoana, que me dá hoje a liderança nas pesquisas, e permitiu que eu fosse candidato a um terceiro mandato. A minha missão era cumprir meu mandato em Brasília e voltar para deputado estadual em 2018. Brasília era apenas para cumprir uma missão política e terminou sendo altamente positivo porque nós abrimos muitos espaços, ainda conseguimos fazer quatro projetos, que estão tramitando nas comissões. Mas essa volta deve-se, na verdade, a esta convocação, e ainda uma dívida que eu tenho para com a população alagoana, que é impagável, por tudo que a população fez comigo. Então, seria covardia da minha parte não aceitar este convite e permitir que o atual prefeito não tivesse concorrente durante esse processo. Ele tem, na verdade, um concorrente, que sou eu. No páreo estamos nós dois. Feitos alguns comparativos já dentro do Guia Eleitoral, e comparações à parte, nós temos uma administração melhor avaliada do País, com 86%. Estes são os motivos. Não é o fato de querer ser prefeito novamente. Não surgiu um nome novo, não surgiram ideias novas e eu não vou permitir que a minha população fique penalizada. Em suas administrações, o senhor saiu com o conceito de que foi o prefeito do concreto. Investiu em obras, infraestrutura, mas deixou de lado o social. Esse social vai ser revisto num terceiro mandato, se eleito o senhor for? Isso são críticas que a gente tem que respeitar, mas nós crescemos em todos os sentidos. Encontramos uma cidade totalmente acabada. Só para você ter uma noção, tratando-se do social, envolvendo as comunidades mas carentes, foram as áreas que nós mais investimos. A própria Secretaria de Ação Social teve seus arquivos todos apagados, na gestão de 2004 para 2005. Nós tivemos que recuperar tudo. Fomos descredenciados perante o governo federal, recuperamos a nossa credencial, avançamos, crescemos em todos os sentidos. Eu acho que a frase prefeito do concreto pode continuar se consolidando, eu não vou ligar, porque foram mais de duas mil ruas feitas em Maceió, tivemos a felicidade de deixar Maceió a cidade mais bela do Brasil, pelo menos algo de concreto alguém fez por essa cidade, em todas as áreas. Na educação, compramos cinco escolas, entre elas o colégio Hélio Lemos, avançamos na área de saúde. Construímos, tudo com recursos próprios, cinco novos postos de saúde, e recuperamos todos os outros. Na área de ação social, nós compramos a sede do Bolsa Família, que não existia, fizemos um recadastramento, detectamos mais de 20 mil famílias que estavam lá de forma irregular, que usaram unicamente para fazer política. Moralizamos a administração, deixamos um prédio da Secretaria de Finanças, que não tinha, uma Procuradoria e não priorizamos uma prefeitura, um prédio ou um gabinete de luxo. Nós visualizamos a necessidade da população. O primeiro mandato foi para cuidar da beleza da cidade, que estava totalmente acabada, e o segundo mandato, que aí não dá muito ibope, eu investi totalmente na periferia. O senhor falou que não há o novo disputando esta eleição. São dois caciques da política brigando pelo comando do município. O que o jovem que vai votar pela primeira vez pode esperar de duas pessoas que já exerceram mandatos, especificamente no seu caso? Não sei se seria a expressão cacique. Eu não estou inserido entre os caciques da política, porque os caciques da política nunca me quiseram na política. Eu não venho de nenhum berço político, não venho da faculdade, não tenho tradição política na minha família. Então há um diferencial nisso. Eu venho de uma história que consolidei politicamente na Câmara de Vereadores, como deputado, e depois como prefeito novamente. Cumpri a minha missão. Tratando-se do atual prefeito, ele sim vem de um berço político tradicional, tem uma história familiar política. Então ele está entre aqueles caciques que na verdade não aceitam a minha volta à política. Eles são políticos profissionais. Eu quero continuar sendo amador. Até porque eu nunca me contaminei com a política. Isso para mim é uma coisa normal, natural. Repito: eu quero usar a política para fazer o bem às pessoas que mais precisam. Não para fazer carreira política. O senhor afirmou que encerraria sua carreira política na Câmara de Maceió. Isso foi uma decisão do grupo que o apoia? Não. Isso foi uma decisão minha e para mim vai ser motivo de orgulho, terminar na Câmara de Vereadores. Até porque eu vou ter a certeza da minha missão cumprida, politicamente falando. Repito que se tivesse surgido um nome novo, que pudesse competir com o atual prefeito, eu não entraria nesse processo. Agora, um nome novo com visão, que tivesse história, que tivesse serviços prestados à população. E isso nós não estamos vendo. De todos os que estão concorrendo, o mais experiente que tem é o Paulão, que não tem experiência administrativa. Ele tem no Legislativo. E politicamente ele não tem respaldo hoje, com todo respeito que tenho a ele, a nível nacional, para ajudar a capital e o Estado de Alagoas. Ele não vai ter o apoio que precisaria como prefeito. O que é lamentável, porque acaba de sair o próprio partido dele de um momento histórico que não foi agradável para ninguém, e afetou até a ele politicamente. O senhor e seu principal adversário, o prefeito Rui Palmeira, têm travado uma acirrada briga no Guia Eleitoral. Isso já era esperado? Quem acompanha as minhas campanhas políticas sabe que eu nunca fui de tratar ninguém com agressividade, de forma desrespeitosa, mas o PSDB só ganha eleição assim. Só ganha no tapetão, na luta. Ele não sabe como recorrer. As pesquisas internas, que são feitas no dia a dia, dão a gente disparadamente na frente dele, e na verdade há uma preocupação. Se alguém está jogando sujo dentro dessa campanha é o prefeito de Maceió com a sua equipe de marqueteiros, e jogando de forma mentirosa, jocosa, na expressão popular. Ele não tem provas. Estou aqui com o projeto que foi criado por dois jornalistas, que eu não vou nominá-los, como Máfia do Lixo, e nunca existiu Máfia do Lixo. Dentro desse processo, que está altamente analisado, em nenhum momento o doutor Marcus Rômulo, nem foi acatado pelo Tribunal de Justiça, a palavra Máfia do Lixo ou desvio de recursos. Isso foi criado lamentavelmente por esses dois companheiros, não de profissão porque eu sou radialista com muito orgulho, mas sou do meio, e essa palavra Máfia infelizmente tem trazido à tona essa lamentável discussão, e eu tenho respondido, com tristeza, até penalmente, o que eu não fiz. Além da chamada Máfia do Lixo, existem outras ações que pesam contra o senhor. Tem processo no Tribunal de Contas, no Tribunal de Justiça, no STF, no TRE. O que é que o eleitor pode esperar de um candidato que responde a tantos processos? Não é muito estranho isso? Tudo isso só vir à tona dentro do processo eleitoral? Mas não é novidade para mim, porque isso já aconteceu em 2008 e a população não acreditou e me deu a maior votação da história de Alagoas. Está aqui, o processo de máfia criada e que não existe, o processo da Assembleia Legislativa todos sabem e têm conhecimento que tudo o que eu fiz foi apenas abrir mão de um empréstimo que eu poderia ter tirado para mim, de R$ 120 mil para o deputado Francisco Tenório, por autorização do presidente da Assembleia, nada a ver comigo, passei apenas um ano e seis meses na Assembleia e saí de lá prefeito de Maceió. O processo já está prescrito. ? ### PERGUNTA DA COORDENAÇÃO DE CAMPANHA Na condição de prefeito, como o senhor vai discutir a questão da transparência no uso dos recursos públicos? Transparência foi o alvo principal da minha administração. Mas eu fui mais além. Eu acho que quem é comprometido com o ato ilícito, ele não faria um projeto de tamanha responsabilidade. Nós temos tramitando na Câmara de Deputados, o projeto de lei 94/2015, que dispõe sobre a transparência das contas públicas, prevista no Artigo 49, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Esse projeto exige e cobra transparência de todos os setores, que seja do Supremo Tribunal Federal,Tribunal Superior Eleitoral à Câmara de Vereadores. A responsabilidade que se tem e poucos sabem que quem aplicou a Lei de Responsabilidade fui eu, em 2005, na minha gestão. Para falar de transparência com conhecimento e responsabilidade, foi um grande teste para quem estava começando na administração. ### A VEZ DO ELEITOR ALESSANDRA GOMES - Benedito Bentes II A questão é: se ele for prefeito vai ter mais oportunidades de emprego? Alessandra, acho que o período que mais Maceió empregou foi durante a nossa gestão. Nós crescemos em todas as áreas. Nós, graças a Deus, vivenciamos o melhor momento para os alagoanos, quer fosse no comércio, na construção civil, principalmente tratando-se do Benedito Bentes nós levamos o Pátio Maceió. Entre o Pátio Maceió e a Coca-Cola nós temos cinco mil empregos diretos e indiretos. Isso, lamentavelmente durante os últimos quatro anos não aconteceu e que seja do conhecimento nosso, nenhuma grande empresa se instalou em Maceió. Temos aí para mais de duas mil pessoas desempregadas, só na construção civil. Empresas e mais empresas foram fechando a todos os momentos, Tabuleiro, o próprio Pátio Maceió já desempregou muita gente, então cabe-nos credenciar mais uma vez para o futuro, fazendo uma boa administração, especialmente no primeiro ano, para que a gente possa reabrir esses espaços de empregabilidade para a população. ### JOÃO PAULO CARVALHO - Barro Duro A gente sabe que a insegurança aqui tá muito grande e pouca coisa é feita para tentar inibir. Quero saber qual a proposta do candidato a prefeito pra melhorar essa questão. Paulo, deixa eu te passar: desta feita vai acontecer o que eu programei para ser em 2010 ? com o ex-governador Teotonio Vilela, lamentavelmente não aconteceu. Ele não foi meu parceiro, não foi parceiro de Maceió, mas ao contrário do que fez, nós agora teremos um governador parceiro e vai haver com certeza uma grande interação, de forma positiva, com a nossa Guarda Municipal, com a nossa Polícia Militar, nossa Polícia Civil e nós, na condição de prefeito, vamos dar uma nossa parcela de contribuição. Deixando claro: a segurança em si é de responsabilidade do governo e hoje nós teremos e temos, a partir de janeiro, essa parceria com o governo. Com certeza a população será atendida. Para que a gente possa resolver esse problema que causa tantos danos todos os dias a tantas pessoas e tantas vidas são ceifadas, lamentavelmente.