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Collor nega que pretende sair candidato a prefeito

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Em entrevista à Rádio Gazeta, na manhã de ontem, o senador Fernando Collor (PTC) descartou a possibilidade de disputar a prefeitura de Maceió nestas eleições. No programa Ministério do Povo, ele conversou durante quase uma hora com o radialista Rogério Costa e reafirmou o apoio ao candidato de seu partido, Paulo Memória, que tem o coronel Ivon Berto como vice. ?Perguntam muito se eu seria candidato a prefeito, mas fui eleito senador para cumprir oito anos. Tenho ainda seis anos de mandato a cumprir e muitas coisas a fazer por Maceió também. A possível candidatura a prefeito de Maceió me deixaria muito orgulhoso. Porém, no momento, o meu compromisso é cumprir o meu mandato?, esclareceu o senador. Mesmo antes do início da campanha, a ideia de que Fernando Collor, em algum momento, iria substituir Paulo Memória e lançar-se na disputa já era pauta em alguns blogs alagoanos. O senador falou sobre as especulações e classificou a inverdade ventilada como uma ?enorme barrigada?, termo usado entre jornalistas nas redações para definir uma notícia falsa. ?Não sou candidato a prefeito, meu partido tem candidato, o Paulo Memória e o coronel Ivon como vice. Eu estarei trabalhando para que tenham êxito porque é um projeto inovador. Agradeço e noto que há um desejo um pouco camuflado desses confrades pela simpatia que eles têm com meu nome. Entendo a boa intenção, mas eles cometeram uma enorme barrigada?, avaliou o parlamentar, chamando de ?confrades? os blogueiros. Fernando Collor também falou da campanha no interior. Apenas no último domingo, visitou três municípios, somando 14 nestas eleições, até agora. ?É sempre um momento de muita alegria quando volto a encontrar a minha gente. Estou sentindo nas ruas o povo muito animado e um clima de paz nas cidades em que tenho andado?, disse o senador, ao comentar sobre as mudanças na legislação que deixaram a campanha mais curta e mais barata este ano. ?A campanha mudou da água para o vinho. O voto tem que ser conquistado na base da mensagem, do discurso, no corpo a corpo, com o candidato apresentando propostas, é isso que as pessoas querem saber?, afirmou, dizendo que nestas eleições não há espaço para ostentação. ?Tenho percebido nas ruas um ambiente tranquilo, com muito respeito entre as candidaturas e com a manifestação popular grande nos municípios?. Já sobre as campanhas na capital, o senador criticou a troca de xingamentos entre os adversários mais citados nas pesquisas e disse que em Alagoas os eleitores estão cansados deste tipo de política. ?Eu acredito que não seja produtiva a troca de xingamentos entre candidatos. Em Alagoas todos já estão cansados deste tipo de política, que sai da racionalidade?, acrescentou Fernando Collor, frisando que está ?engajadíssimo? nestas eleições, ouvindo diretamente das pessoas nas ruas o que desejam para o futuro. Além da abertura de novas escolas em tempo integral e mais acesso às creches para as famílias de baixa renda, Fernando Collor defendeu a urgência de uma política de saneamento básico para Alagoas. O senador criticou o pouco espaço que o assunto ganhou na campanha eleitoral em Maceió e indicou as parcerias público-privadas como um dos caminhos viáveis para proteger as praias do Estado da poluição. ?Até Maragogi está poluída?, admirou-se, após enumerar praticamente todas as praias da capital impróprias para banho. ?Maceió é o paraíso das águas, mas este paraíso não consegue oferecer um banho de mar sem poluição para o turista que visita Alagoas. Até em Maragogi já chegou a poluição. Visitei a região de Barra do Camaragibe e fiquei impressionado com a especulação imobiliária. Os prefeitos da região Norte devem aproveitar o momento e firmar parcerias público-privadas para garantir o esgotamento sanitário. Nenhum empreendimento deveria ser aprovado sem um projeto de saneamento?, defendeu o senador Fernando Collor. Na entrevista, o parlamentar também analisou a conjuntura atual da política brasileira. Segundo ele, a primeira tarefa do presidente Michel Temer deve ser a busca pela estabilidade da sua base política. O senador classificou de ?muito ruim? o choque de interesses que colocado em choque partidos como PMDB e PSDB em Brasília. ?Sem estabilidade política, o País não terá sustentabilidade econômica?, afirmou, dizendo que a mudança de governo traz esperança para o povo brasileiro. ?Mas é preciso primeiro apaziguar a base política?, frisou. Fernando Collor considera dois anos e quatro meses do governo Temer razoáveis para promover as mudanças necessárias com objetivo de reverter as taxas de desemprego e controlar a inflação. O senador defendeu a manutenção dos direitos trabalhistas até então conquistados, ao falar do legado deixado por seu avô, Lindolfo Collor, o primeiro ministro do Trabalho do País, integrante do governo de Getúlio Vargas. ?É preciso aguardar que o projeto de reforma trabalhista chegue ao Congresso para que o debate seja feito com cautela?, afirmou, rechaçando as notícias sobre a ampliação da jornada de trabalho para 12 horas. ?

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