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“DESESPERO DE ALMEIDA SE DEVE � CRISE NA CAMPANHA”

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Candidato à reeleição, Rui Palmeira (PSDB) é o quinto entrevistado da Gazeta na série com os postulantes ao cargo de prefeito de Maceió. Ele fala dos projetos que planeja executar se for reconduzido ao comando do Executivo municipal, defende-se das acusações de seus adversários, diz que vai ganhar a eleição nas urnas, e não ?no tapetão?, assegura não estar preocupado com a oposição que deverá enfrentar do governo do Estado se for eleito para um segundo mandato e fala que a prefeitura ?continuará sendo independente do governo?. Responde também perguntas de eleitores abordados nas ruas de Maceió pelo estudante de jornalismo Thiago Tarelli e da coordenação de campanha. Acompanhe. Gazeta. Adversários o acusam de destroçar a prefeitura. Qual a situação administrativa do município de Maceió? Rui Palmeira. Na verdade, nós encontramos os equipamentos públicos completamente destroçados. Conseguimos recuperar 30 unidades de saúde até o momento. Continuamos com as reformas. Acredito que até o final do ano vamos entregar 40 reformadas e 11 novas unidades de saúde. O que é importante. A gente vai migrar unidades que funcionavam em casas precaríssimas, locadas, para unidades com padrão diferenciado. Na educação não é diferente. Cento e trinta e seis escolas na rede. Já reformamos 80. Vamos entregar até o final do nosso mandato, em quatro anos, 15 novas creches. A gestão passada, em 8 anos entregou uma creche. Os terminais de ônibus da mesma forma. Todos sucateados, caindo. Nós construímos dois, reformamos 18. Então 20, dos 27 terminais, ou seja, a grande maioria a gente conseguiu recuperar. As praças abandonadas. A gente está recuperando as praças de Maceió e eu diria que a autoestima do maceioense, com uma praça bem iluminada, bem equipada, como a praça da Faculdade, Lucena Maranhão e tantas outras que a gente está entregando para o maceioense. Então certamente hoje a prefeitura é muito melhor do que o que eu encontrei há quatro anos. Na sua primeira gestão, o senhor travou embate jurídico com os servidores que lutavam por reajuste salarial. Hoje há uma certa rejeição por parte desses servidores ao seu nome. O senhor acha que isso será empecilho para sua administração? Esse diálogo com o servidor? Não. O diálogo sempre foi aberto. Inclusive eu pessoalmente recebi várias vezes os sindicatos. O que a gente não tinha era lastro financeiro para conceder o que os sindicatos queriam. No primeiro ano a gente deu aumento real, no segundo ano repomos a inflação, a partir do terceiro e quarto anos, infelizmente, a gente não conseguiu repor a inflação, mas concedemos reajuste. Diferente, por exemplo, do governo do Estado que parece-me que se encaminha para reajuste zero no ano de 2016. Inclusive a gente está pagando rigorosamente aos servidor. Agora, claro, nós tomamos algumas medidas duras. Por exemplo: nós encontramos parados quase 600 processos disciplinares contra servidor na Procuradoria e a gente botou para andar. Botamos para fora do ano passado para cá aproximadamente cem servidores que não trabalhavam. Tinha médico, professor. Não é justo. Primeiro com o colega dele servidor, que trabalha por dois e também não é justo com o povo, porque a população de Maceió é o patrão do servidor público. Então nós demos andamento nesses processos e acho que ser gestor é tomar, muitas vezes, medidas duras, ditas impopulares. Mas se eu tiver a convicção que aquela medida é boa para a cidade eu vou continuar tomando. Processo administrativo, se o servidor não trabalha, vamos dar o contraditório, a ampla defesa, mas vamos demitir. Até porque vai nos abrir a possibilidade de fazer um novo concurso e contratar gente que queira efetivamente trabalhar. Adversários seus que aqui estiveram para conceder entrevista, o acusam de não agir com transparência na administração pública. Afirmam que têm dificuldade de acesso aos números. De maneira nenhuma. Primeiro Maceió não tinha o Portal da Transparência. As informações e os números do município de Maceió na gestão passada eram absolutamente obscuros. Nós montamos um portal, criamos uma Controladoria atuante e hoje nós temos um portal que, não sou eu que estou dizendo, é o Ministério Público Federal que classificou o portal de Maceió como um dos melhores do Brasil. Claro que a gente precisa avançar e é isso que temos buscado a cada dia. Em 2014, o MPF classificou Maceió como nota 9. Em 2015, 9,5. E obviamente queremos chegar a nota 10, que vai nos colocar na condição de cidade mais transparente do Brasil. O senhor e seu principal adversário nessa disputa pela Prefeitura de Maceió têm travado um acirrado debate no Guia Eleitoral. O senhor já esperava esse tipo de embate? Não seria o Guia um espaço para apresentação de propostas e ideias? Olha, nós começamos com propostas. Infelizmente um vereador ligado a ele me atacou, tentando confundir as pessoas com a história da Máfia do Lixo. Mas toda Maceió sabe quem é o réu na chamada Máfia do Lixo. Toda Maceió sabe quem responde e é condenado na Operação Taturana, por empréstimo fraudulento na Assembleia. Não sou eu. Infelizmente eu fui atacado e tive que restabelecer a verdade. Mas os nossos programas têm mostrado propostas, têm mostrado o que a gente faz e isso tem deixado esses adversários fora de si. A gente vai mostrando o que fez e pedindo para comparar. Em quatro anos a gente fez mais do que em oito. São 15 creches contra uma, licitação de transporte coletivo, faixa azul, contra omissão completa no transporte, o Ideb do município da educação voltou a crescer. A cidade estava estagnada no passado. Na nossa gestão postos reformados, duas Upas construídas, então isso deixa o nosso adversário fora de si, mas acho que é um comparativo positivo e a gente quer mostrar é proposta. O senhor fala sobre Máfia do Lixo, mas seu principal adversário o acusa de manter as mesmas empresas denunciadas trabalhando para a prefeitura. Quem está questionando o ex-prefeito Cícero Almeida é o Ministério Público Estadual, não sou eu. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e está respondendo hoje perante o Supremo Tribunal Federal. Depois que aconteceu o inquérito, que ele foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público, o próprio MP apertou o ex-prefeito e ele foi obrigado a fazer uma licitação. O que está em jogo é que ele contratou duas empresas para fazer a coleta do lixo sem licitação. Uma prática que não existe em lugar nenhum do mundo. O que aconteceu: o Ministério Público deu um aperto. Foi feita uma licitação, com o acompanhamento do MP, e essas empresas ganharam a licitação. O que está em jogo não é se é a empresa A ou B. O que está em jogo é que ele contratou duas empresas sem licitação no começo da gestão dele. Esse é que é o ponto. Depois a licitação foi feita com o acompanhamento do MP e até que se prove o contrário, foi feita de maneira lícita. Inclusive a gente fez uma revisão contratual agora e foi detectado realmente que havia um sobrepreço. O Tribunal de Contas, com o MP de Contas, por unanimidade determinou que a gestão dele seja responsabilizada e quanto a isso eu estou muito tranquilo. Acho que ele tem que prestar os esclarecimentos à Justiça. O PSDB, partido que o senhor integra, é apontado por seu adversário como uma legenda que só ganha eleição na Justiça, no tapetão. É na Justiça que o senhor pretende ganhar de novo? A gente ganhou no voto e vamos ganhar no voto mais uma vez. O que acontece com ele é um desespero de uma campanha que está com uma série de problemas internos. Ninguém confia em ninguém do lado de lá, todo mundo sabe, e nós temos feito uma campanha coesa, uma campanha firme, eu tenho um vice que confia em mim, que eu confio nele. Nós temos apoiadores que têm firmeza nas palavras. Boa parte deles vem desde 2012. Temos uma campanha que está caminhando bem. A aceitação nas ruas é muito positiva e eles têm lá os problemas internos e ficam querendo descontar em cima dos adversários. Mas a gente está muito tranquilo. Vamos ganhar e vamos ganhar bem no dia 2 de outubro. Os representantes legais de sua coligação entraram com uma ação na Justiça Eleitoral acusando seu adversário de estar sendo beneficiado pelo governo do Estado com o uso da máquina administrativa. Mas o senhor também é acusado de usar a máquina administrativa do município em benefício próprio. Nós apresentamos provas concretas. Meu adversário usa imagens no Guia Eleitoral que são imagens da Secom do Estado de Alagoas. Isso é muito grave. Está se utilizando na campanha dele de um meio público, que foi usado numa propaganda pública, pago pela arrecadação do contribuinte alagoano. ? ### PERGUNTA DA COORDENAÇÃO DE CAMPANHA Quais as melhorias que a proposta Maceió de Frente pra Lagoa trará para a capital? É um financiamento externo com o BID, a gente começou a trabalhar isso em 2013 e foi aprovado pela Cofiex, que é o órgão do governo federal que aprova esse tipo de financiamento externo, em dezembro do ano passado. Estamos com o projeto pronto. Vamos fazer uma grande mudança na qualidade de vida das pessoas que moram na beira da lagoa. Vamos fazer a Via Lagunar, que vai sair neste primeiro instante do IMA até o Dique Estrada. Vamos remover praticamente duas mil famílias, fazer diferente do passado. Não vamos jogar essas famílias para longe da lagoa, vamos construir as moradias na própria região do Bom Parto, vamos entregar uma nova unidade de saúde, creche. Uma creche a gente já entrega agora no final do mês para aquela comunidade do Bom Parto. Vai ter ciclovia, calçadão. São quase R$ 200 milhões em investimentos. ### A VEZ DO ELEITOR NICILENE PAIM - Policial Militar Na verdade, acho que não é bem uma pergunta. É uma solicitação de olhar mais para a área de cima de Maceió. Sei que Maceió é uma cidade turística, que requer atenção da parte nobre. Só que a parte alta necessita também de atenção porque paga imposto, cumpre com seus deveres e necessita de bastante atenção. Em relação aos investimentos na parte alta, nós fizemos duas grandes avenidas: a Paulo Hollanda e a Manoel Afonso, que melhorou a fluidez do trânsito naquela região, pavimentamos ruas na Santa Amélia, no Tabuleiro, estamos com obras no Canaã, no Ouro Preto. Mas, claro, vamos fazer um grande investimento com o Programa Nova Maceió. São 70 milhões de dólares ? 240 milhões de reais, a maior parte vai investimento em saneamento e pavimentação na parte alta: todo o Clima Bom, Santos Dumont, Gama Lins, Denisson Menezes, Santa Amélia, Tabuleiro, Aeroclube. Toda essa região vai receber uma infraestrutura digna como a população merece. ### HENRIQUE ROCHA - Advogado A minha crítica principal é em relação aos buracos, porque quem dirige, quem tem carro sabe como é difícil manter um veículo numa cidade como Maceió, principalmente quando chove. Não sei se é a qualidade do material usado. Quero dizer para o Henrique que nesses quatro anos a gente recapeou muitas vias importantes de Maceió, vários corredores de transporte, mas nós temos algumas áreas que realmente o nosso asfalto é muito antigo. Pega, por exemplo, a Avenida Rotary. O asfalto chega num ponto que ele tem que ser trocado. A gente conseguiu recapear corredores de transporte do Rosane Collor, Clima Bom, mas sabemos que tem muito por fazer. Tem várias áreas que precisam de asfalto novo. A gente tendo a possibilidade desses financiamentos externos, a gente vai ter condições de, com recursos próprios, fazer recapeamento em várias partes da nossa cidade. Durante quatro anos, a gente teve que se desdobrar com o pouco que tinha. Teve que pavimentar novas vias, recapear vias, construir e reconstruir praças, escolas, postos de saúde.

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