Política
Denúncias na Justiça acuam adversários
Foi no segundo bloco, quando os candidatos puderam fazer perguntas uns aos outros, que o debate ?pegou fogo?, com troca de acusações mútuas. O clima esquentou, levando a pedidos de réplica e tréplica. Denúncias de participação numa organização criminosa que desviou cerca de R$ 300 milhões dos cofres do Estado, através da verba de gabinete da Assembleia Legislativa de Alagoas e foi desvendada pela Polícia Federal, na Operação Taturana, Máfia do Lixo, e desmonte do município foram algumas das acusações feitas pelos candidatos durante o debate. As propostas acabaram praticamente esquecidas em meio ao vendaval de ataques. Rui Palmeira e Cícero Almeida novamente protagonizaram embate, que ganhou corpo e envolveu os demais integrantes do debate. Incoerência, retrocesso, município destroçado, feudo, Operação Sanguessuga, tática nazista, oligarquia política e acusações de agir como candidato ?laranja?, ou seja, estar a serviço de interesses políticos outros, mentiras, foram algumas das palavras usadas pelos candidatos. PINGA-FOGO No terceiro bloco, os candidatos seguiram fazendo perguntas entre si. E os ataques e acusações continuaram, embora o tom tenha sido mais ameno e o debate um pouco mais propositivo. Cícero Almeida trouxe à tona um dos principais enfoques de sua campanha, os pardais, que ele combate e tem usado no Guia Eleitoral contra seu principal adversário. Saúde foi tema usado por Fernando do Village para arguir o candidato JHC, que se defendeu ao dizer que os postos são usados politicamente como benesses aos vereadores. JHC questionou Rui Palmeira sobre o que considera ausência de plano de segurança pública. Rui disse que tem orgulho ao sentir que as famílias voltaram para as ruas e JHC questionou se Rui tem coragem de ir para as ruas e enfrentar a falta de segurança. Rui devolveu a ironia dizendo que JHC estava nervoso, citou o que considera ?piada de mau gosto? do plano de governo de JHC.