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POLICIAIS CIVIS DECIDEM ESPERAR POR PROPOSTAS

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Os policiais civis não conseguiram definir, na assembleia ordinária realizada nesta sexta-feira, se será positivo para a própria categoria decretar uma greve há menos de 10 dias da eleição municipal. Mas suas lideranças mandaram um recado ao governo: ao invés de cruzar os braços, os policiais podem ?abrir os olhos? para fiscalizar alguma fortuita irregularidade que venha a ser praticada por seus aliados, seja antes, durante ou depois da eleição. Convocada por seu Sindicato, a categoria adiou uma decisão sobre o indicativo de greve. ?Na verdade, a assembleia discutiu a convocação do secretário [de Planejamento e Gestão, Christian Teixeira], para uma nova rodada de negociação?, justificou o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Edeilto Gomes. Essa rodada vai acontecer na quarta-feira, 28, quando, segundo o dirigente sindical, o secretário prometeu apresentar uma contraproposta ao que está sendo reivindicado pelos policiais. Na última reunião, o Sindpol informou ao governo que a categoria quer salário de R$ 5.500, e que esse valor pode ser implantado em duas parcelas. A primeira ainda em setembro, e a segunda em janeiro próximo. ?O que esperamos é uma resposta concreta. Por isso, convocamos a categoria acompanhar o andamento da negociação?, disse Edeilto. Segundo ele, na manhã da quarta-feira, os policiais farão vigília na porta da Seplag, para dar sustentação política à comissão que vai se reunir com Christian Teixeira, a partir das 9 horas. O que for apresentado pelo secretário será analisado e votado no dia seguinte, numa nova assembleia geral, a partir das 13h, no Sindicato dos Bancários, de novo com indicativo de greve. O vice-presidente do Sindpol, deixou claro que a paralisação às vésperas da eleição não está descartada, mas revelou que os policiais estão considerando outras estratégias de luta. ?Podemos intensificar o trabalho, fiscalizando os candidatos. Não sabemos se isso é bom para o governo?, acrescenta Edeilto Gomes.

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