Política
PF vai atuar em 12 polos contra crimes eleitorais
O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Bernardo Gonçalves de Torres, assumiu a função no Estado há pouco mais de um ano. Vai coordenar pela primeira vez as ações da PF durante eleições no Estado e já percebeu uma peculiaridade em terras alagoanas: ?Aqui em Alagoas percebo que o acirramento é maior?. Em muitas cidades, o clima já esquentou e agentes da PF/AL e de Brasília iniciaram os trabalhos. As equipes foram divididas em 12 polos, sendo 11 no interior e um na capital. ?Lá em Pernambuco a situação é bastante semelhante com relação a essa história de compra e venda de voto, mas aqui eu percebo que, em relação a Pernambuco, o acirramento é ainda maior. Como Alagoas é um Estado menor e um pouco mais pobre, as pessoas tendem a se exaltar com mais frequência. Nas cidades menores o clima de tensão é ainda maior?. As equipes da PF viajaram para as cidades na terça-feira e farão trabalho conjunto com as polícias Civil e Militar em onze polos no interior e na capital, seguindo a circunscrição das delegacias regionais e como critério de distribuição do efetivo ainda a divisão das zonas eleitorais. ?Estamos trabalhando já há certo tempo nos crimes eleitorais. Já fizemos operações em Alagoas. Nosso objetivo é principalmente a compra de voto, que traz muito prejuízo à democracia?, revelou. De acordo com Bernardo Gonçalves, todos os municípios alagoanos serão percorridos pelos agentes da Polícia Federal, efetivo que não pode ser revelado, segundo alegou à reportagem da Gazeta.? Policiais de Brasília vieram para ajudar a superintendência nessa difícil tarefa que é reprimir os crimes eleitorais?. A Polícia Federal em Alagoas já realizou cinco operações policiais, com cinco inquéritos instaurados, nos municípios de Viçosa, Cajueiro, Porto de Pedras e Pilar, sendo duas na primeira cidade. A atenção é redobrada em relação a compra de votos, mas há inquéritos instaurados também sobre transferência irregular de eleitores e apresentação de documentos falsos à Justiça Eleitoral.