Política
Eleitor rejeita santinhos e adesivos
Às vésperas das eleições, não é difícil encontrar quem não conseguiu nutrir esperança alguma por dias melhores na campanha que terminou ontem nas ruas e nos meios de comunicação. A rejeição de panfletos e santinhos, distribuídos aos montes, é apenas um sinal do desinteresse do eleitorado. Nas pesquisas de opinião, as indecisões e as declarações de voto nulo são outros medidores que sinalizam para o descrédito da política nos dias de hoje. Realizada no último dia 23 de setembro, a pesquisa Gape, encomendada pela Gazeta de Alagoas e registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o código AL-03070/2016, revela que 6% do universo de 600 entrevistados em trinta bairros de Maceió vão votar nulo, enquanto que outros 6% sequer quiseram opinar sobre os rumos da política na capital. A margem de erro no estudo é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Pesquisa mais antiga, elaborada entre os dias 18 e 21 de agosto, pelo instituto Ibope a pedido da TV Gazeta, constatou que entre 602 pessoas ouvidas, 36% afirmaram não ter nenhum interesse pelo pleito. Outros 23% disseram ter pouco interesse; 24%, interesse médio e apenas 16% contaram ter muito interesse acerca da disputa pelos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores. Na época, 16% dos entrevistados manifestou voto branco ou nulo. A empatia do eleitorado diante das eleições reflete diretamente no trabalho de José Renan, 36 anos. Há dois meses, logo quando começou a campanha, ele distribui diariamente 600 panfletos nas ruas de Maceió, em favor de um dos candidatos a prefeito da capital. Com o passar do tempo, impulsionado pela rejeição da propaganda que espalha, ele desenvolveu técnicas para driblar o desinteresse das pessoas.