Política
Folia agita bloco dos infi�is na Assembl�ia
Os dias que antecederam à folia de Momo serviram para que o bloco dos ?infiéis partidários? e de independentes, na Assembléia Legislativa, ganhasse as ruas. Sete deputados participaram da ?folia? da troca de partidos, apoiados nas fragilidades da Lei Eleitoral, que não exige dos parlamentares fidelidade com suas legendas. O primeiro bloco a se formar foi o do PMDB. No início da legislatura ele não tinha nenhum deputado. Mas a partir da filiação da deputada Ziane Consta, ex-petebista, mudou de tom. O PTB continuou sendo o alvo. Ele perdeu de uma só vez três deputados: Artur Lira, Cícero Ferro e Fernando Duarte. A estratégia do partido é se fortalecer para as eleições de 2004 e 2006. O principal beneficiado com o crescimento do partido será o senador Renan Calheiros. O contra-ataque veio logo em seguida. O PTB também arrastou três parlamentares. Antônio Albuquerque, presidente do partido, negociou e conseguiu arrastar para seu bloco os deputados: Cícero Almeida (ex-PDT), Dudu Albuquerque (ex-PT do B) e seu colega Marcos Barbosa. Com isso o partido desapareceu da ALE. Albuquerque conseguiu ainda desfalcar a base governista com a filiação do deputado Alves Correia (ex- PSB). A dança das siglas também inclui o PDT. O partido perdeu um (Cícero Almeida), mas levou dois: Francisco Tenório (ex-PPS) e Cabo Luiz Pedro (ex-PRP). O PDT também ensaia alguns passos na Câmara. Até o final do mês ele deve filiar dois vereadores. Os partidos que literalmente ?dançaram? na ALE foi o PT do B e PPS, ambos perdem representação na casa. As mudanças de siglas acontecem para conquista de espaço político nas comissões permanentes da ALE. Mesmo com o fim do carnaval é possível que a ?folia? continue. (MR)