Política
C�mara e Assembl�ia retomam�discuss�es ap�s folia carnavalesca
MARCOS RODRIGUES O carnaval servirá para dar um tempo de descanso na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa. Após o feriado as duas casas retomam os debates políticos. Na ALE a pauta, pós-folia, será marcada pela aprovação da prorrogação da ?Lei Delegada? que garantirá ao governador Ronaldo Lessa (PSB) a conclusão da Reforma Administrativa já iniciada. A única ?festa? que continuará acontecendo, mesmo depois do recesso, é a da troca dos partidos. Na Câmara os debates acontecerão em torno do Plano Diretor da cidade, da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Ética. Além disso o debate sobre o sistema de transportes da capital e a crise no sistema de saúde também ocuparão espaço. Todas as comissões foram formadas antes do recesso. Durante a escolha dos nomes apenas dois vereadores Galba Novaes (PTB) e Arnaldo Fontan (s/partido) ficaram descontentes. Eles não fazem parte do bloco da prefeita Kátia Born (PSB). Antes do feriado os ânimos já estavam calmos. Galba permanecerá na CCJ e Fontan ficará em duas comissões. Durante o processo o vereador Galba Novaes conseguiu filiar a seu partido o vereador Dudu Hollanda. Do ponto de vista político, esse foi o assunto que mais dominou as discussões entre os parlamentares. Os mediadores das insatisfações foram os vereadores Alan Balbino e Pedro Alves, ambos do PSB. Balbino encontrou uma solução caseira para o problema, quando retirou Jaudeni Coutinho e Joab Nicácio da disputa por espaço na cobiçada CCJ. Os dois vereadores também são filiados ao seu partido. Na assembléia as articulações em torno das comissões também nortearam os debates. Mas a principal pauta política da ALE será mesmo o pedido do palácio de prorrogação da Lei que garante a realização das reformas. Com ampla maioria na casa o governo já pode comemorar mais uma vitória. O relator especial da matéria, deputado Gilvan Barros (PL), concedeu parecer favorável à continuidade das reformas. Sua única observação é quanto a uma análise que os parlamentares farão ao final do processo. Segundo o parecer do deputado a Comissão de Constituição, Justiça e Redação e a de Fiscalização e Controle devem analisar todas as mudanças provocadas pela reforma.