Política
VIOL�NCIA NO PLEITO PREOCUPA MPE
Preocupado. É como se sente o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, quando o assunto é eleição municipal 2016. O chefe do Ministério Público Estadual (MPE) teme que o pleito seja um dos mais violentos dos últimos anos. Não à toa. O alerta foi ligado e se traduz no que ele chama de radicalização da campanha em vários municípios alagoanos, situação que fez juízes de algumas comarcas recorrerem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com pedido de tropas federais para fazer a segurança das cidades antes e durante a eleição. ?No princípio se imaginava que essa eleição seria tranquila, mas nos últimos dias houve essa radicalização?, afirma Jucá. E ele explica por quê: ?Na medida em que diminuiu sensivelmente a possibilidade de financiamento da campanha, aumentou a radicalização entre os candidatos. Radicalização no que tange à prática não apenas de infrações eleitorais, mas de infrações penais. Estão surgindo atritos e conflitos em todas as zonas eleitorais. Eu estou preocupado com várias zonas eleitorais, especialmente no Sertão?, afirma. Sérgio Jucá diz temer que as eleições deste ano sejam marcadas por atos de violência contra a vida, atritos e conflitos. ?O efetivo da polícia judiciária eleitoral, que é a Polícia Federal e o da Polícia Militar, é reduzido. Você não encontra em determinados municípios três ou quatro policiais. Agora foi que houve o reforço, durante o período eleitoral. Mas é insuficiente porque o efetivo é diminuto?, ressalta o procurador-geral. TRUCULÊNCIA O chefe do MPE observa que em Maceió a eleição não tende a ser marcada por atos de violência, ?mas, no interior do Estado, sim?, alerta, ao listar zonas eleitorais ?extremamente perigosas?, como ele afirma. São eles: São Luís do Quitunde, Campestre, na Região Norte; São José da Laje, na Zona da Mata; Canapi, Mata Grande, Olho d?Água do Casado, Tanque d?Arca, no Sertão. ?Tem município marcadamente violento, principalmente no período eleitoral. Um deles é Minador do Negrão. Esse ano vai ser muito difícil. Se na eleição passada Minador do Negrão não tinha candidato de oposição, foi difícil. Imagine agora que são três candidatos?, ele alerta O procurador avalia como pontual a minirreforma eleitoral, que passou a valer este ano e estabeleceu, entre outras mudanças, a proibição de financiamento de campanha por empresa, mas afirma que, por outro lado, estabeleceu-se a insegurança, o aumento da radicalização e acirramento da disputa pelo voto.