Política
Ufal apura amea�as a estudantes
Uma ação de um estudante de engenharia no prédio do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na tarde de terça-feira passada, gerou polêmica entre alunos do Campus A.C. Simões, em Maceió. Antônio David postou em sua página pessoal no Facebook a retirada de cartazes relacionados ao socialismo e ao feminismo, agindo com o apoio de um militar do Exército. Após a ação, Antônio David publicou uma foto em frente a imagens de Karl Marx e Friedrich Engels, com os dizeres ?Ufal sendo lavada a jato?. Na publicação, David classificou a atitude como ?um ato de coragem?, descrevendo-o ainda como uma ?repressão massiva?. Por fim, postou um recado audacioso para os estudantes contrários aos movimentos de direita: ?1° observação ? Aos alunos que querem homenagear Bolsonaro prestando continência em fotos, façam corretamente pelo amor de Jesus Cristo !! Cotovelo na altura do ombro com antebraço, punho e mão ereta ao lado da testa, como segue o exemplo do militar ao lado. 2° observação ? Aos esquerdinhas, levei apenas um militar, se chorarem muito, na próxima levarei a tropa toda para limpar esse pandemônio? A postagem na rede social recebeu apoio e críticas de estudantes. Em um dos compartilhamentos, Antonio David agradeceu àqueles que lhe externaram apoio e confirmou que agiu acompanhado de um militar do Exército, que, armado, teria intimidado estudantes que se encontravam nas dependências do bloco de Ciências Humanas. Por fim, ele afirma que ?esses parasitas [em referência aos socialistas] devem ser expurgados da Ufal?. Em nota, a reitora da Ufal, professora Maria Valéria Correia, e o vice-diretor do ICHCA, professor Alberto Vivar Flores, repudiaram o ato do estudante. Confira a nota oficial da Ufal. ?A reitora da Universidade Federal de Alagoas, professora Maria Valéria Correia, e o vice-diretor do (ICHCA), professor Alberto Vivar Flores, repudiam veementemente os acontecimentos envolvendo a comunidade acadêmica do Instituto, que relatou atos de violência, intimidação, perseguição e extremismo na localidade, conforme pode ser visualizado em postagens e vídeos que circulam nas redes sociais. Segundo informação dos estudantes e professores, integrantes do movimento intitulado ?Nacionalistas? chegaram ao local acompanhados de uma pessoa vestida com a indumentária alusiva ao Exército Brasileiro, portando arma, arrancando e rasgando cartazes. Uma professora, inclusive, relatou que sofreu agressão verbal e que houve ameaça de lançamento de um explosivo no Instituto. No Facebook de um defensor do movimento, consta o seguinte: ?Não somos doces, somos amargos!!!! Repressão constante e massiva. Aos esquerdinhas, levei apenas um militar, se chorarem muito, na próxima levarei à (sic) tropa toda para limpar esse pandemônio?. A gestão da Universidade reitera o princípio da pluralidade e o espírito democrático, não admitindo qualquer forma de repressão, perseguição ou coação?. ?