Política
Gaspar de Mendon�a deve assumir comando do MPE
O ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, é candidato único para o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE). A eleição, entre procuradores e promotores, está marcada para o dia 30 de novembro e a votação deve apenas confirmar seu nome para a nomeação que compete ao governador Renan Filho (PMDB). Alfredo Gaspar, após aprovado nas urnas e nomeado pelo Palácio República dos Palmares, assumirá o MPE em janeiro de 2017 para mandato de dois anos, podendo ser reconduzido ao cargo por igual período. O promotor de Justiça deixou o cargo de secretário de Segurança Pública em março deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que membros do Ministério Público não poderiam ocupar funções no Poder Executivo. Na tentativa de manter Alfredo Gaspar em seu governo, Renan Filho chegou a apelar para o relator da ação no STF, ministro Gilmar Mendes, por meio de uma carta na qual relatou os avanços que o Estado conquistou no seu primeiro ano de mandato, com a redução do número de homicídios, devido ao trabalho do promotor de Justiça à frente da Segurança Pública. Atualmente lotado na 48ª Promotoria de Justiça da Capital, Alfredo Gaspar iniciou carreira no Ministério Público do Estado de Alagoas em 1996 na cidade de Maravilha, passando também pelas promotorias dos municípios de Palmeira dos Índios, Satuba, Paulo Jacinto e Quebrangulo. O ex-secretário, que atuou no Tribunal do Júri da capital e em casos de repercussão, como o assassinato da deputada federal Ceci Cunha, em 1998, ganhou maior notoriedade quando coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do MPE entre 2009 e 2014, responsável por desbaratar quadrilhas de tráfico de drogas, roubo a bancos e sequestros, além de combater a corrupção na administração pública. Alfredo Gaspar se despediu do cargo de secretário de Segurança Pública com o lamento dos policiais, os quais trabalharam de forma integrada em sua gestão, marcada pela integração da Polícia Militar e Polícia Civil. De acordo com dados divulgados pelo próprio governo, desde quando assumiu a pasta no Poder Executivo, a redução do índice de Crimes Violentos Letais Intencionais foi de 18%, entre os anos de 2014 e 2015. Houve uma queda de 20,3% no número de homicídios, o que possibilitou que 417 vidas fossem preservadas.