Política
ATAQUE PETISTA � M�GOA, DIZEM PMDB E PSDB
A posição política dos candidatos João Henrique Caldas (PSB) e Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), de não apoiar nem Rui Palmeira (PSDB) e nem Cícero Almeida (PMDB) no segundo turno já foi assimilada pelas duas candidaturas. Mas a fala que mais incomodou foi a do petista, que justificou a falta de apoio apontando os dois candidatos como sendo de partidos ?golpistas?. Paulão já vinha demonstrando essa tendência desde que o partido decidiu sair do ?chapão? que elegeu Renan Filho (PMDB) e lançar candidatura própria. Mas o que azedou de vez a relação foi o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com isso, o partido, em Alagoas, optou por deixar o governo e entregar a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego e Renda, até então ocupada por Joaquim Brito. O partido preferiu continuar à esquerda do processo eleitoral e não recomendar voto. Para o integrante do Diretório Estadual do PSDB, Claudionor Araújo, a posição rancorosa do PT já era esperada. Entretanto, ela também seria oriunda de um cenário nacional no qual o seu partido foi o grande vitorioso, enquanto os petistas se ?nanificaram?. ?Acho que essa história de golpe não existiu. O que houve, agora, foi um massacre de votos nas urnas?, definiu Araújo. Segundo avaliou, a postura política e fala de Paulão é típica de quem não tem votos. Por isso, acredita que a acusação de ?golpista? se perderá no tempo. ?O momento atual envolve a vitória de Rui no 1° turno. Ele foi para o segundo turno tendo uma postura de estadista e com uma posição de quem tem algo a dizer ao eleitor, com credibilidade e demonstrando que pode fazer mais pela cidade?, acrescentou. Em sua avaliação, Rui conseguiu ter uma postura ética que agradou ao eleitor, tanto no primeiro turno e que, agora, pode até atrair votos do PT, isto porque mesmo quem não votou nele tem percebido que tem as melhores propostas. A principal perspectiva, porém, é atrair os votos de JHC, que foi o terceiro colocado no pleito ao obter 91.650 votos.