Política
CNJ aponta 100% de efici�ncia na Justi�a Federal de Alagoas
A Seção Judiciária de Alagoas, que o cidadão conhece como Justiça Federal (5ª Região), ficou entre as quatro do País que alcançaram 100% de eficiência no cálculo do Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC Jus). Trata-se de um indicador definido pelo Conselho Nacional de Justiça, o temido CNJ, para medir a eficiência comparada dos tribunais, sejam eles de grande, médio ou pequeno porte. Segundo o anuário estatístico ?Justiça em Números 2016?, a seção judiciária alagoana ficou no mesmo nível de São Paulo (TRF/3ª), Maranhão (TRF/1ª) e Rio Grande do Norte (TRF/5ª), como os tribunais considerados 100% eficientes. De forma simples, são considerados eficientes nessa estatística aqueles que produzem mais, com menos recursos. ?Alcançamos um bom resultado?, alegrou-se o juiz federal Frederico Wildson da Silva Dantas, diretor da Seção Judiciária de Alagoas, ao avaliar o anuário divulgado na última segunda-feira, 17. Conforme o documento, que está em sua 12ª edição, o CNJ analisou individualmente o desempenho da Justiça Federal nos 27 estados, durante o ano passado. Trata-se, diz o magistrado, de um retrato completo do Poder Judiciário, em todos os seus segmentos (Tribunais Federais, Estaduais, Militares, Eleitorais). A análise comparativa mostra o que aconteceu, em 2015, em todos os tribunais brasileiros, comparando o primeiro e segundo graus de jurisdição. O documento traz tamanha quantidade de informações que é considerado uma base de dados para todos os atores do Poder Judiciário, do cidadão ao servidor, do advogado ao magistrado. ?O anuário deve servir para melhorar a qualidade da gestão judiciária?, disse o juiz Frederico Wildson Dantas, para quem o relatório estatístico, ano-base 2015, deve ser visto também como meio de transparência da Justiça. Os dados, ressalta ele, são acessíveis a todos os cidadãos, e devem ser esmiuçados para que se conheça internamente o Judiciário, seu desempenho e resultados. O IPC-Jus analisou variáveis como número de processos que ingressaram, os recursos humanos e financeiros disponíveis, servidores e despesas, e o fluxo de saída dos processos em tribunais, varas e juizados de todo País.