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Política

Absten��es preocupam deputados

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Se a vitória do prefeito Rui Palmeira (PSDB) sobre Cícero Almeida (PMDB), do ponto de vista político, deve ter repercussão no pleito de 2018, o que se pode afirmar sobre o aumento do número de eleitores que disseram não ao processo eleitoral? Foram 115.787 (19,96%) abstenções que se somaram a 16.665 (3,5%) votos em branco e 45.990 (9,91%) nulos. Tanto no Palácio República dos Palmares quanto na Prefeitura de Maceió, a postura do eleitor vem provocando discussões. Na Assembleia Legislativa o clima não é diferente. Em 2018, serão eles a serem ?julgados? pelo eleitor. A Gazeta conversou com deputados. De acordo com o deputado Ronaldo Medeiros (PMDB) a abstenção é um sinal de que o eleitor não se sentiu representado pelas duas candidaturas. ?Acredito que o principal fator é que o eleitor não se sentiu representado. Quem vota não quer mais picuinha. As pessoas querem políticas públicas que, no momento, ainda deixam a desejar em várias áreas?, destacou Medeiros. Ele revela que em contato com eleitores do Sertão, na cidade de Delmiro Gouveia, ouviu que as pessoas querem políticos com postura de primeiro mundo. ?Isso é importante, mas também precisamos de eleitores que tenham postura também de primeiro mundo. Na ALE mesmo são poucas as pessoas que acompanham, que comparecem às sessões?, lembrou Medeiros. Em relação ao processo de Maceió, o parlamentar destacou a personalização da campanha se confirmou como algo que não foi saudável para o processo. Além disso, no entendimento dele, há uma necessidade de que se apresentem propostas com condições de serem efetivadas, porque, com o acesso às redes sociais, a informação circula e deve haver uma cobrança maior, disse. ?Não posso aqui enaltecer as redes sociais, além do normal, porque acompanho alguns debates e também há muita desinformação?, completou o parlamentar que é líder do governo na ALE. Recém-chegado à Casa, o deputado Davi Davino Filho (PSDB) também se mostrou preocupado com o fenômeno da abstenção. Ainda assim, não deixou de criticar quem adota essa postura, porque acaba buscando uma forma equivocada de protesto. Ele lembra, que no dia a dia das cidades o problema do bairro e até uma lâmpada para ser trocada na rua, tem interferência da política. ?Entendo que o quadro de crise e a corrupção que vive ganhando o noticiário tem decepcionado. Mas, ao mesmo tempo, hoje se conseguimos mudar a educação, a saúde e até mesmo um lâmpada queimada é através da política. Se votarmos brancos ou nulo seremos coniventes com o que está ruim. Portanto, penso que é uma forma errada de protestar?, disse Davino. O parlamentar defende que a população cobre e fiscalize as ações e propostas que foram colocadas durante a campanha. ?As pessoas podem acompanhar diretamente as sessões, seja pela televisão, noticiário, internet e até rádio?, completou Davino. A maior preocupação, de ambos e de outros parlamentares é que com o desgaste do processo político, possivelmente no próximo pleito também deva aumentar o número de ausentes. Isso terá influência em suas respectivas reeleições, que estarão em jogo no pleito de 2018.

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