Política
PROPOSTA TAMB�M � VISTA COM DESCONFIAN�A
Presidente do PT em Maceió, Ricardo Barbosa analisa as propostas em via de serem votadas pelo Congresso Nacional. ?Vejo que essa reforma política, vindo agora, chegando a reboque do conjunto de medidas que está sendo proposto no País a partir de um ataque à democracia que foi perpetrado pelo atual governo Temer e seus aliados é algo para se desconfiar porque essa proposta é muito antiga?, afirma. Segundo ele, a proposta começou a tramitar no Congresso há mais de 20 anos. ?Na época ainda do governo Fernando Henrique Cardoso, em 94. Só que ninguém nunca resolveu encarar esse debate de frente e, agora, nesse momento, o debate está sendo retomado justamente para ir ao encontro dos interesses, digamos, que estão por trás do governo golpista do Temer e de seus aliados, que é restringir cada vez mais a democracia no Brasil?, avalia. Ricardo Barbosa não tem dúvida que ?essa reforma vem no sentido de restringir a participação do povo, dos trabalhadores, das classes menos favorecidas que são representadas por partidos muitos deles ideológicos, que dependendo de como se der essa cláusula de barreira vão ter seu funcionamento parlamentar restringido?, ele alerta, ao dizer ?que querem se aproveitar do momento de maior fragilização do maior partido representante dos trabalhadores no País, que é o PT, para agora apresentar medidas restritivas?. DEBATE O presidente do PSOL em Maceió, Gustavo Pessoa, que disputou a prefeitura de Maceió, faz sua avaliação sobre os itens da reforma política. ?A princípio eu sou um entusiasta do fim das coligações proporcionais. Acho que elas tendem a enfraquecer aquilo que considero que talvez seja a maior fortaleza de uma democracia, que é o partido político. É um mecanismo através do qual você diminui o debate programático e de certa forma favorece alianças pouco programáticas que pretendem apenas e tão somente viabilizar projetos pessoais?, diz.