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Vereador � condenado a 15 anos de pris�o

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Às 9h30 dessa terça-feira, 8, sentou no banco dos réus o vereador reeleito de Palestina, Luciano Lucena de Farias (PMDB), acusado de disparar três tiros que tiraram a vida de Manoel Messias Simões, um conhecido seu, também morador da cidade. No final da tarde de ontem, saiu a sentença: o vereador foi condenado a 15 anos e sete meses de reclusão. Caso de repercussão, ocorrido em 2009, acabou desaforado a pedido do Ministério Público Estadual (MP), que acreditava que o acirramento político na cidade poderia influenciar no julgamento. O promotor de Justiça Antônio Villas Boas sustenta a tese de homicídio qualificado, por motivo torpe. Pelo mesmo crime o vereador acabou absolvido em Pão de Açúcar, quando o Ministério Público apelou da decisão e entrou também com pedido de desaforamento, acolhido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. ?A vítima foi surpreendida pelo acusado, que já teve a prisão decretada. O julgamento foi desaforado da Comarca de Pão de Açúcar para Maceió justamente por conta da influência política do acusado, do receio que tinham os jurados?, reforça o integrante do MP. O réu teve a prisão decretada e, mesmo considerado foragido, Luciano Lucena conseguiu se reeleger para a Câmara de Vereadores de Palestina. Segundo o promotor Villas Boas, essa já é quarta tentativa de levá-lo a julgamento. ?No período eleitoral, a pedido do Ministério Público, o juiz decretou a prisão preventiva do acusado. Ocorre que o acusado interpôs um habeas corpus no Tribunal, que concedeu um salvo-conduto de até 48 horas para o réu depois das eleições. Se houve um prazo, o mandado de prisão permanece. Então a qualquer momento esse mandado pode ser cumprido?, afirma o promotor. Uma caravana de amigos do vereador veio de Palestina para Maceió para acompanhar o julgamento. Na época do crime, Luciano Lucena era motorista da Prefeitura de Palestina. ?Estamos acreditando que ele vai ser inocentado. Ele faz um trabalho muito bom com pessoas carentes do município. Já o rapaz assassinado tinha envolvimento com drogas e chegou até a me ameaçar?, defendeu um dos amigos do réu.

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