Política
Assassino de Eric Ferraz pega 32 anos de pris�o
Como a maioria dos homicídios registrados em Alagoas, a morte de Eric Ferraz, modelo, 24 anos, foi por motivo banal. O jovem foi assassinado em janeiro de 2012, durante uma festa de réveillon, no município de Viçosa, a 90 quilômetros da capital Maceió, supostamente por reagir ao assédio de seu assassino, à sua namorada. Ontem, quase cinco anos depois, um dos acusados do crime, Judarley Leite de Oliveira, que já está preso, foi julgado e condenado a 32 anos e 8 meses pelo crime de homicídio consumado e duplamente qualificado. Além do assassinato de Eric Ferraz, Judarley, que confessou ter disparado cinco tiros contra o modelo, também foi condenado por tentativa de homicídio, já que um dos tiros atingiu Érica Ferreira da Silva. O assassinato teve ampla repercussão em Alagoas, e fora do Estado, chegando a ser lembrado numa reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, do dia 29 de junho de 2014, sobre o Mapa da Violência contra os jovens no Brasil. Para assegurar que os algozes de seu filho (além de Judarley, o irmão dele, o policial civil Jáysley Leite de Oliveira, também responde pelo crime) fossem a julgamento, o pai do modelo, Edglemes dos Santos, fez passeata e greve de fome. Segundo a acusação, Eric, que residia em Marechal Deodoro, município da Região Metropolitana de Maceió, foi atingido por cinco tiros, três deles pelas costas. ?Foi um crime covarde?, afirmou o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, em sua manifestação no julgamento, transferido de Viçosa, para o Fórum da Capital. Considerada longa, a sessão do Tribunal do Juri foi iniciada às 9h, mas a sentença só foi proferida pelo juiz John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal da Capital, por volta das 21h de ontem. Familiares da vítima acompanharam todo o julgamento, vestindo uma camiseta branca, com a foto de Eric estampada. A mesma que usaram durante os quatro anos e dez meses em que esperaram pela condenação do acusado. O réu, Judarley Leite de Oliveira, confessou ter disparado os tiros que mataram o modelo, mas alegou ter agido em defesa de seu irmão, o policial civil Jaysley Leite de Oliveira. Este aguarda julgamento em liberdade. ?Quem cometeu o delito fui eu. Eu assumi desde o começo?, disse, isentando o irmão de ter atirado contra a vítima. No interrogatório, diante do juiz e dos jurados, Judarley disse que Eric Ferraz tentou agredir seu irmão com uma garrafa (de bebida alcoólica).