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Delegados podem entrar em greve por equipara��o

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As reivindicações dos delegados da Polícia Civil já estão na mesa do secretário estadual de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Christian Teixeira. Na última segunda-feira, dia 7, a categoria se reuniu em assembleia para fechar os itens que iriam nortear as negociações com o governo. Os delegados querem a efetivação da carreira jurídica que equipara os salários aos dos desembargadores. O prazo limite para um acordo com Renan Filho foi estipulado por eles no próximo dia 28, quando uma nova assembleia irá votar indicativo de greve. De acordo com a assessoria de imprensa da Seplag, o diálogo com os delegados já foi iniciado, mas a secretaria ainda não tem uma posição sobre as reivindicações. A Gazeta tentou contato com o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de Alagoas (Adepol), Mário Jorge Barros, mas não obteve êxito. Um dos 72 delegados presentes na assembleia do dia 7 afirmou para a reportagem que a categoria se sente desvalorizada, já que os salários não são reajustados desde 2014, enquanto que cresce a demanda de trabalho nas delegacias. O governo do Estado também enfrenta a cobrança dos policiais civis que seguem realizando protestos com paralisações periódicas. A categoria quer a reposição salarial com base no índice IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Edeilson Gomes, a estratégia do governo é protelar um acordo até que seja votada no Senado a PEC 241, que congela os investimentos em áreas como saúde e educação durante vinte anos. Na próxima sexta-feira, dia 11, está marcada uma mobilização nacional contra a PEC 241 e os policiais civis irão participar, inclusive promovendo mais uma paralisação de 24 horas na Central de Flagrantes, na Avenida Fernandes Lima. Segundo Edeilson, a categoria tem direito a 24% de reposição salarial. Além disso, os policiais civis reivindicam a adequação salarial referente a 60% do piso dos delegados da Polícia Civil, que recebem, conforme o sindicalista, R$ 14 mil mensais. ?Estamos reivindicando R$ 5.500. O governo disse que não tem condições de atender, mas não deu nenhuma contraproposta?, reclamou Edeilson Gomes.

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