Política
AL TEM SUPERAVIT DE R$ 153 MILHÕES NO 1º SEMESTRE
Dos 26 estados do Brasil e mais o Distrito Federal, Alagoas figura entre as sete unidades federativas que não fecharam o primeiro semestre do ano no vermelho. Subtraídas as despesas da receita corrente líquida, no período, o Estado apresentou sobra de caixa no valor de R$ 153 milhões. Os dados estão no ?Raio-X da Crise nos Estados?, divulgados na última sexta-feira, 11, pelo G1, portal de notícias da Globo. Além de Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Paraíba e Acre atravessaram os seis primeiros meses de 2016 com as contas equilibradas, ao contrário dos demais vinte estados e da capital federal que, juntos, contribuíram para um rombo nos cofres estaduais no valor de R$ 56 bilhões, conforme revelou o estudo. Comparado ao mesmo período de 2015, este ano, 17 estados apresentaram piora na performance financeira. Mesmo na crise econômica, Alagoas manteve as contas em dia, embora tenha reduzido seu superavit primário (a sobra na receita após subtração da despesa) nos meses avaliados. Entre janeiro e junho deste ano, o Estado registrou 54,47% de queda na reserva de caixa que, no primeiro semestre de 2015, somou R$ 335 milhões. O levantamento foi elaborado com números do Tesouro Nacional e chegou a conclusão de que 16 estados e o Distrito Federal foram forçados a cortar investimentos nos últimos dois anos. Ainda conforme o estudo, sete estados, além do Distrito Federal, estão com salários atrasados: Sergipe, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais. Alagoas não entrou na lista, tendo declarado que, para seguir com as contas em dia, cortou investimentos e foi forçada a atrasar o calendário de construção do quarto trecho do Canal do Sertão. Por conta de cortes e atrasos dos recursos federais, a obra, que seria entregue em dezembro de 2017, só deve ficar pronta em maio de 2018. No entanto, segundo o levantamento, enquanto que 16 estados interromperam o pagamento de servidores e seis ? Acre, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Rio Grande do Sul ? declararam que enfrentam dificuldades para garantir o pagamento do décimo terceiro aos seus servidores, Alagoas, no período pesquisado, quitou os débitos com os contratados e revelou não ter problemas para liberar o salário extra para os funcionários neste final de ano. Além disso, o Estado não atrasou o pagamento de salários, não decretou e nem pensa em decretar calamidade nas contas públicas, de acordo com os dados divulgados. Do rombo de R$ 56 bilhões identificado na pesquisa, os cinco estados com maior deficit nas contas públicas produziram o deficit de 47,1 bilhões, sendo eles: São Paulo (- R$ 17,5 bilhões), Pernambuco (- R$ 11,5 bilhões), Rio de Janeiro (- R$ 8,5 bilhões), Espírito Santo (- R$ 5,3 bilhões) e Mato Grosso do Sul (- R$ 4,2 bilhões). De acordo com economistas ouvidos na pesquisa, com a queda da receita tributária, ocorre um efeito dominó na redução do volume de dinheiro que entra no caixa dos estados e dos municípios.