Política
TJ ouve testemunhas de r�us da Taturana
Os depoimentos se prolongaram durante todo o dia, até o início da noite de ontem, com intervalo apenas para o almoço. Dezesseis testemunhas do caso que ficou conhecido como Taturana, operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) que em 2007 desmontou uma quadrilha envolvida num desvio milionário dos cofres públicos estaduais através da Assembleia Legislativa, foram ouvidas em audiência no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Todas as testemunhas são do Ministério Público Estadual (MPE). Apesar da expectativa em torno do depoimento dos réus, entre eles deputados estaduais e ex-deputados, além do Banco Rural S/A, que chegaram a ser convocados pela Justiça, apenas as testemunhas foram ouvidas durante audiência de instrução do caso. Por determinação dos juízes Helestron Costa e pela juíza Joyce Araújo, integrantes do Núcleo de Improbidade Administrativa do Judiciário alagoano, os seis réus e as nove testemunhas de defesa deverão ser ouvidos no próximo dia 30, às 9h, no TJ. Conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Cícero Amélio foi o único réu a comparecer à audiência de instrução ontem pela manhã. Em matéria da Gazetaweb, ele afirmou ser inocente e disse esperar que a ?verdade apareça?. ?Vou ouvir, saber do pronunciamento e espero que, com a verdade sendo dita, as coisas tramitem e a gente com fé em Deus resolva os problemas. Eu sou inocente e considero que sou totalmente inocente?, afirmou à reportagem da Gazetaweb. Também foram convocados ontem os deputados estaduais e ex-deputados Antônio Albuquerque (PTB), Edival Gaia (PSDB), Maurício Tavares (PTB), Cícero Ferro (PMN) e Nelito Gomes de Barros (PSDB). Porém, depois de decisão dos juízes, acabaram não sendo ouvidos. Entre as testemunhas seriam ouvidos Luiz Gonzaga Mendes de Barros e Alari Romariz, ambos ex-servidores da ALE. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Estadual, o esquema que desviou R$ 302 milhões dos cofres públicos acontecia por meio dos salários dos funcionários. O esquema, segundo apontam as investigações, mostra que deputados faziam empréstimos pessoais junto a financeiras e os valores eram pagos pelos cofres públicos, seja com verbas de gabinetes ou pela Mesa Diretora da ALE.