Política
Deputados pressionam governo por espa�os
A agenda oficial do governador Renan Filho (PMDB), desde que reassumiu o cargo, esta semana, após um período de férias, ainda não incluiu conversas com o seu grupo político na Assembleia Legislativa (ALE). O pós-eleição municipal, porém, indica que pela primeira vez ele deverá enfrentar maior pressão por espaço no governo. Um dos principais sinais de que terá que negociar e, principalmente, ceder à pressão de deputados envolve o movimento em torno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento impositivo, que deve tramitar, oficialmente, em até duas semanas. Pela proposta, inicialmente apresentada pelo deputado Francisco Tenório (PMN), o governo deve aplicar 1% do orçamento do ano anterior em emendas apresentadas pelos parlamentares. ?Hoje um deputado cria uma emenda e o governo não repassa o recurso e ela vira letra morta no orçamento. Com a PEC aprovada, o repasse ocorre no ano orçamentário, até o 30° dia do décimo mês. Se isso não ocorrer ele passa a não poder remanejar o orçamento?, explicou Francisco Tenório. O parlamentar lembra que a PEC surgiu a partir do modelo já adotado pelo Congresso Nacional. Além dos cinco deputados que assinaram a proposta, outros sete também já teriam demonstrado interesse em apoiá-la. Para ser aprovada em plenário, se não for barrada nas comissões temáticas, são necessários apenas 14 votos. A Gazeta apurou junto a fontes ligadas à Secretaria da Fazenda que a proposta preocupa o governo. O detalhe é que o valor em questão pode ?descobrir? outras áreas, já que a previsão para 2017 é que a queda nos repasses da União continue. Por isso, a ?tropa de choque? do governo, que tem à frente o deputado Ronaldo Medeiros (PMDB), estuda minuciosamente onde está o foco da articulação, para tentar desestabilizá-lo.