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Política

Fim das coliga��es divide deputados em Alagoas

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A eleição de 2018 já pode contar com novas cláusulas de barreira para os chamados partidos nanicos. Passado o processo eleitoral, os senadores se apressaram em dar início a mais uma parte da reforma política e aprovaram, em primeira votação, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa garantir tempo de televisão e recursos do Fundo Partidário a legendas que tenham um desempenho mínimo na eleição. O vereador reeleito pelo PV, Silvio Camelo, reagiu frontalmente à proposta. Em sua avaliação, o mecanismo é uma espécie de ?pano de fundo? para desvirtuar o foco da pressão política. ?Vejo com muita inquietude, pois vejo como uma ameaça ao estado democrático de direito. Aos partidos que têm representatividade. Não é o tamanho do partido que determina sua relevância no contexto. O PV, por exemplo, sempre teve bandeira definida, que é a do meio ambiente?, diz ele. Pela proposta, que deve ter sua segunda votação, no próximo dia 23, só terão direito a espaço quem obtiver 2% dos votos válidos para deputado federal em todo o País. O critério inclui receber votos nas 14 unidades da federação. A também vereadora Silvânia Barbosa, ex-PPS e reeleita pelo PRB, também discordou da proposta. Ela acredita que na Câmara dos Deputados isso se altere em favor dos partidos. Isto porque as coligações, de acordo com as regras, também ficam comprometidas. ?Fico surpresa que foi aprovado em primeiro turno e espero até que seja rejeitado. Participei de um processo onde houve coligações e fico surpresa que haja algum político que não queira. Isso proibe o político de ir e vir. Uma eleição é um processo difícil. Não vejo sentido em acabar com as coligações. Espero que isso não avance e seja derrubado, ou sem segunda votação ou na Câmara dos Deputados?, defendeu Silvânia Barbosa. Ainda segundo o texto, em 2022, o percentual subiria para 3% de representação, mas com manutenção do mínimo de 2% e o quantitativo em 14 unidades da federação. Quem não atingir os percentuais mínimos para ter espaço dentro das casas legislativas teriam que formar ?blocos federalizados?. A existência, inclusive, seria por toda a legislatura, até o início das convenções partidárias.

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