Política
Medidas for�am arrocho salarial, diz CUT
Servidores públicos estaduais não têm dúvida: o pacto firmado entre governadores de todo o País e o governo federal agravará o que eles já consideram uma política de arrocho salarial que vem sendo implantada em Alagoas, segundo afirmam, nos últimos dois anos. No Estado, a situação, de acordo com os servidores, é ainda mais grave. ?Para Alagoas, o prejuízo é maior porque esse modelo de reajuste zero já vem sendo adotado. Estamos no fim do ano e os servidores não tiveram sequer a resposição da inflação?, afirma o dirigente da Central Única dos Trabalhadores, Izac Jacson, ao ressaltar que ?em 2015 o governo de Renan Filho [PMDB] deu 5%. Com o aumento da alíquota do AL Previdência para 14%, o governo arrasta 3%. Sobram para o servidor 2%. Ao final, portanto, quem vai pagar a rolagem da dívida dos estados com o governo federal é o servidor público?. O dirigente da CUT entende que o pacto selado na última terça-feira, em Brasília, é ainda mais grave do que o Projeto de Lei 241, que estabelece a correção de despesas, durante 20 anos, pela inflação. ?O PL garante a reposição da inflação e o pacto nem isso. Alagoas já paga um salário bastante baixo a seus servidores, imagine agora?, questiona Izac Jacson. E segue em sua avaliação: ?Para se ter ideia, mais de 60 municípios alagoanos pagam salários a seus professores melhores do que o Estado, que adotou a medida de só reajustar o piso salarial da categoria, e não a carreira, e ainda chega ao abuso de no fim do ano ficar com a sobra do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério]?. Segundo o dirigente da CUT, ?ao assumir o comando de Alagoas, o governador Renan Filho desconstruiu, acabou com a política de reposição salarial pelo IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] e rebaixou a possibilidade de reposição agora. Imagine o que será do servidor estadual?, ele questiona.