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Pacto com a Uni�o deve refletir na elei��o 2018

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Nem mesmo governadores e secretários sabem ao certo o que está contido no projeto de ajuste fiscal que foi batizado de pacto logo que anunciado e imposto pelo governo federal aos estados. Para uma parcela significativa dos chefes de executivo estadual não há qualquer acordo com a União que obrigue os estados a cortarem ainda mais na carne do que já vêm fazendo desde que assumiram o cargo. É o caso do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), que afirma e reafirma já ter feito a economia necessária para evitar que o Estado mergulhe na bancarrota. Os demais governadores do Nordeste seguem na mesma linha. Rejeitam o pacto e temem que medidas drásticas de contenção de gastos engessem as gestões estaduais. Temem, também, que o efeito das medidas respingue diretamente nas urnas em 2018, quando a maioria disputará a reeleição. Foi o que ficou claro nas falas quando eles se reuniram em Recife (PE), no último dia 25, e decidiram elaborar uma carta, a ser enviada ao presidente Michel Temer, onde vão detalhar as medidas de ajuste fiscal já aplicadas desde janeiro de 2015. Consideram que não dá para fazer e querer, num pacote completo, enquadrar todos os Estados. Em troca, teriam os valores das multas da repatriação, mas o dinheiro não é o suficiente para evitar que candidaturas fiquem na berlinda caso as medidas consideradas impopulares, como o corte de 20% de cargos comissionados e congelamento de salários de servidores por dois anos, sejam aprovadas. ?Não dá para fazer um pacote único para os 27 Estados do Brasil. São situações diferentes. O pacote do Rio de Janeiro não é o pacote de Alagoas. Nós não estamos na situação do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais. Quando eu assumi o governo eu cortei 30% dos cargos em comissão. Aí agora o governo federal decide que tem que cortar mais 20% para acessar os recursos da repatriação, aí seriam 50% a menos de cargo em comissão. Nós não temos mais como cortar?, afirmou Renan Filho em recente entrevista.

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