Política
Movimento sindical repudia PEC
O movimento sindical em Alagoas repudia a PEC da reforma previdenciária que começou a tramitar ontem na Câmara dos Deputados. Entre as mudanças que estão prestes a serem aprovadas está o nivelamento da idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres em 65 anos e o fim das aposentadorias especiais, destinadas a professores e policiais. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia rechaçou também o corte pela metade da aposentadoria transferida para o cônjuge no caso de falecimento do titular. ?Essa PEC só tira direito dos trabalhadores menos favorecidos e não muda em nada a vida dos mais ricos, que têm altos salários. A família de um aposentado que ganha um salário mínimo será penalizada com o corte pela metade do benefício, isso é um absurdo?, disse ela, que também critica a exigência de contribuição para trabalhadores rurais. ?As famílias que trabalham no campo vivem expostas ao sol, a qualidade de vida é menor do que os trabalhadores da cidade. É muito comum os agricultores aparentarem ter mais idade, devido ao trabalho duro de uma vida inteira. Exigir contribuição nos indigna?, afirmou Consuelo Correia, acrescentando que o governo federal, em nome da governabilidade, massacra a classe trabalhadora, mas mantém os privilégios de algumas categorias, como o Poder Judiciário. ?Todo esse desmonte afronta os direitos sociais adquiridos?, ressaltou. Diretor do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas, Stélio Pimentel Júnior disse que na próxima terça-feira a categoria vai se reunir em assembleia para tratar da negociação salarial com o governo do Estado e que a PEC da Previdência entrará na pauta. ?Com certeza, vamos discutir este assunto. Devemos também nos articular com a Central Única dos Trabalhadores e com a Confederação Brasileira dos Policiais Civis para criar agenda de mobilizações?, afirmou Stélio que, entre as alterações nas regras previdenciárias, destacou o prejuízo para as mulheres.