Política
Inqu�rito apura desvios na ALE
As denúncias de irregularidades atribuídas à Assembleia Legislativa de Alagoas, desde que foi desencadeada a Operação Taturana, em 2007, não param de subsidiar investigações no Ministério Público Estadual (MPE). No Diário Oficial de ontem, o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, determinou a abertura de inquérito civil para apurar o uso da verba de gabinete pelos parlamentares, com base também nas informações prestadas pelo então deputado estadual João Henrique Caldas (JHC), que, em 2013, abasteceu o MPE de documentos bancários. Pouco mais de três anos atrás, precisamente no dia 25 de junho de 2013, JHC reuniu a imprensa para sustentar, munido com extratos bancários da conta da Assembleia Legislativa, que conseguiu, por ordem judicial junto à Caixa Econômica Federal, indícios do desvio de R$ 4,7 milhões dos cofres do Poder Legislativo, em 2011. O montante seria gratificações que eram descontadas de servidores, mas, de acordo com JHC na época, não apareciam nos contracheques. Os extratos serviram para incrementar investigações já em curso no MPE. A portaria 1083, publicada ontem no Diário Oficial, informa que o teor da representação enviada ao procurador-geral de Justiça pelo deputado ?noticiam a suposta prática de atos de improbidade administrativa na gestão do Poder Legislativo do Estado de Alagoas?. A publicação revela ainda que já foram colhidos depoimentos durante a investigação das denúncias apresentadas por JHC e que, devido à complexidade dos fatos relatados, houve o desmembramento de inquéritos, para que as suspeitas fossem verificadas por tipo de crime.