Política
Renan admite mudar secret�rios
Jaramataia ? O governador Renan Filho (PMDB) admitiu, ontem, que tem conversado com partidos e articulado algumas mudanças no secretariado, que poderão acontecer ainda este mês, ou no início do próximo ano. Sem mencionar nomes ou siglas, deixou claro que os nomes dos novos secretários poderão surgir a partir dos acordos com os partidos. ?Estou avaliando mudanças no secretariado, faço isso de forma permanente. Devemos fazer algumas mudanças ainda este ano, talvez no começo do próximo. Depois da eleição, passei a conversar com os partidos políticos e a avaliar o que vai acontecer com o Brasil, com essa crise política e econômica toda. Isso tem feito eu agir com mais prudência?, afirmou o governador. Durante a inauguração da recuperação do acesso ao município de Jaramataia no começo da tarde dessa terça-feira, Renan afirmou que, apesar de discutir com partidos indicações para o secretariado, algumas pastas estratégicas deverão manter um comando mais técnico. ?Sempre pode [ter indicações políticas no secretariado], o governo tem nomes políticos e técnicos. Tenho feito um governo muito tecnicamente capaz na área fazendária e na área de obras, e vou continuar a fazer isso. O governo precisa ser eficaz, tem que entregar. Por exemplo, tem aqui uma série de prefeitos acompanhando esta minha visita e dificilmente um deles pode dizer que o governo não fez nada na cidade deles. Isso muitas vezes aconteceu em Alagoas?, disse. Renan Calheiros Filho cumpriu agenda no Sertão durante o dia de ontem, acompanhado do secretário de Transportes e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, que deverá ser poupado das mudanças do secretariado. Antes de Jaramataia, ele esteve em Lagoa da Canoa, onde também inaugurou a recuperação do acesso da zona urbana do município e a rodovia AL-115. Apesar da solenidade promover o projeto Pro Estradas, que tem obras em 25 municípios, o assunto do dia foi a seca. Em Jaramataia, a população queria saber sobre a barragem, que no passado era fonte de sustento para várias famílias que viviam da pesca. Por conta da estiagem prolongada e da poluição, não há mais peixes no local.