Política
Governo deve investir R$ 1 bilhão em dois anos
Mais de 60 empresários alagoanos ouviram o governador Renan Filho (PMDB) anunciar, nessa quarta-feira (14), que, apesar das perspectivas não serem favoráveis, seu governo vai disponibilizar R$ 1 bilhão para investimentos nos próximos dois anos, viabilizados por meio da contenção de gastos públicos e captação de novos recursos. Ressaltando que este ano sua gestão conseguiu investir em diversas obras recursos próprios da ordem de R$ 258 milhões, Renan Filho anunciou outras medidas que, segundo ele, vão dar um fôlego à economia alagoana. Durante um almoço no Palácio dos Martírios, antiga sede do governo do Estado, para o qual convidou o líder da indústria, empresário José Carlos Lyra de Andrade, e todos os segmentos que compõem a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), o governador destacou o pagamento antecipado do décimo terceiro salário dos servidores públicos estaduais, e outras medidas que, como essa, vão ajudar o Estado a enfrentar a crise. ?Vivemos momentos muito difíceis, mas apesar de tudo temos algumas notícias favoráveis?, afirmou ele, diante de empresários do setor sucroenergético, de torrefação, extração mineral, do vestuário, construção civil, indústria química, marcenaria, calçadistas, do comércio, entre outros. As boas novas, disse Renan, além da antecipação do décimo, pago nessa quarta-feira, são o parcelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de dezembro; a redução dos valores do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto Sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD), conhecido como ?Imposto de Herança e de Doação?. São projetos que, segundo ele, já foram encaminhados ao Poder Legislativo. Em relação ao ITCD, o governador disse que espera tornar Alagoas o melhor lugar para esse tipo de registro. O propósito do encontro com os empresários, além de uma confraternização pelo encerramento de mais um ano do calendário cristão, foi estreitar a parceria entre o governo e o setor produtivo. Na oportunidade, o governador destacou a aliança permanente que sua gestão mantém com a sociedade, dos poderes constituídos aos que fazem a economia do Estado (indústria, comércio e serviços).