Política
Rateio do Fundeb cai mais da metade
Como no ano passado, este ano, em Alagoas, também deixaram de ser investidos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) na valorização dos profissionais da rede estadual de ensino. Em 2016, a sobra de dinheiro somou R$ 75 milhões e, conforme manda a Lei nº 11.494/2007 (Lei do Fundeb), o montante foi rateado entre os professores efetivos e os contratados pelo Estado. Segundo estimativa do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PMDB), líder do governo na Assembleia Legislativa, este ano, o rateio do Fundeb deve somar entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. Os valores ainda não estão fechados, de acordo com o parlamentar, por causa do ano de 2016 ainda em aberto. ?Não temos ainda o valor preciso, mas deve girar em torno de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões. O valor fechado só teremos quando terminar o ano e os repasses forem concluídos?, explicou Ronaldo Medeiros, dizendo que o montante representa em torno de uma folha e meia dos salários dos professores estaduais. De acordo com a Lei do Fundeb, 60% dos repasses dos recursos da educação devem ser investidos na valorização profissional. Quando o ano termina e esse percentual não é alcançado, a sobra deve ser rateada entre os professores. Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas, Consuelo Correia, o rateio do Fundeb representa uma incoerência. Segundo ela, se sobram recursos da educação, os repasses federais não foram aplicados como deveriam. ?Durante todo ano, lutamos por reajuste para os servidores da educação, que não é garantido pelo governo e, toda vez, quando chega o mês de dezembro, sobra dinheiro. Isso é uma incoerência, fruto da má gestão?, afirmou a sindicalista acrescentando: ?A categoria ganha um extra, mas não tem o salário incrementado. Esse valor não vai contar para a aposentadoria e nem beneficia os professores aposentados?, alertou ela.