Política
Superintendente da Sudene diz que acabou fase de assistencialismo
A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - Sudene, não será mais um órgão assistencialista, cabide de empregos e nem perfuradoras de poços, disse ontem a superintendente, doutora em Economia, Tânia Barcelar, ao afirmar que ?a nova Sudene será um setor que vai fomentar o desenvolvimento regional, através das cadeias produtivas?. Tânia Barcelar fez uma palestra, ontem, para empresários, economistas, políticos, prefeituras e governo do Estado, sobre a reativação da Sudene. A atividade aconteceu no Plenário da Assembléia Legislativa e foi articulada pelo deputado Paulo Fernando dos Santos (PT). ?O Nordeste tem 30% da população brasileira e só gera 15% da produção nacional. Isto não se resolve em três ou quatro anos?, disse Tânia Barcelar ao alertar que a Sudene está sendo reativada, ?mas não para fazer milagres?. Ela é funcionária da autarquia, desde a fundação da instituição (em 1959), no momento que se falava do combate à seca. A nova linha de trabalho será a de convivência com o semi-árido. A superintendente garantiu que a nova Sudene não será a mesma dos anos 50. Os prefeitos e deputados do Sertão estavam preocupação com o fechamento dos escritórios regionais até o fim do mês. Tânia tranqüilizou: ?Os escritórios que fecham são os da velha Sudene?. A diferença da velha e nova Sudene, segundo a superintendente, é que a autarquia deixa de ser uma instituição executora. ?O macro objetivo é a promoção do desenvolvimento da região?. A empresa terá ações articuladoras. O deputado federal José Thomaz Nonô (PFL) se mostrou bastante cético e lembrou que a nova Sudene não terá orçamento para garantir o desenvolvimento do Nordeste e avaliou que sem dinheiro será difícil executar políticas de desenvolvimento. (AF)