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Renan: PMDB n�o abre m�o de Conselho

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Brasília - Ao mesmo tempo em que negocia participação no governo, o PMDB pode ter a primeira queda de braço com o PT no Senado. Ontem à noite o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), teria novo encontro com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para mais uma rodada de conversas sobre o ingresso do partido na base governista, mas ficou de levar um recado: o PMDB não abre mão da presidência do Conselho de Ética que agora o PT pretende reivindicar, depois de criticar publicamente a condução do colegiado pelo peemedebista Juvêncio da Fonseca (MS). O PMDB alega que o comando do Conselho de Ética fez parte do acordo feito com o PT para a composição das comissões no Senado. A possibilidade de o PT vir a assumir a presidência do Conselho, desbancando o PMDB, será um dos assuntos da reunião de hoje da bancada petista no Senado, que terá a presença do presidente do partido, José Genoíno. O líder do PT, senador Tião Viana (AC), argumenta que seu partido, juntamente com o PTB e o representante a ser indicado pelo PL, PPS e PSB terão cinco integrantes no Conselho e, portanto, maioria. O PMDB tem quatro membros no Conselho; o PFL, três senadores; e o PSDB, dois. A posição de José Genoíno será decisiva para o partido entrar ou não com representação junto ao Conselho de êtica do Senado para investigar o suposto envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no esquema de escuta telefônica clandestina na Bahia. ê por meio de uma representação que os senadores podem pedir a abertura de processo de cassação do mandato. Por enquanto, os petistas preferem que o Conselho de êtica faça uma investigação preliminar.

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