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Igreja pro�be missas em centros terap�uticos

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Um decreto do arcebispo metropolitano da capital, dom Antônio Muniz Fernandes, publicado ontem, no site oficial da Arquidiocese de Maceió, dá mais um indicativo de que a mudança na gestão da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), ocorrida nas vésperas do Natal (dia 23 de dezembro), não foi pautada apenas pelo critério de ajuste técnico. Desde a sua criação como Secretaria da Paz, ainda no governo Teotonio Vilela Filho, a Secretaria vem sendo ocupada por indicação do deputado federal Givaldo Carimbão (PHS), de conhecida influência em setores da Igreja Católica e suas Comunidades Terapêuticas. E desde o começo ele colocou à frente da pasta o seu antigo fiel escudeiro Jardel Aderico, substituído na sexta-feira pela assistente social Esvalda Bittencourt, por indicação do próprio Carimbão. No decreto publicado ontem (praticamente na sequência da queda de Aderico, que tem forte ligação com a Igreja Católica, onde foi seminarista), o arcebispo de Maceió proíbe, expressamente, ?as Comunidades Terapêuticas que fizeram uma opção político-partidária e de poder?, de usar o termo ?católica? em sua autodenominação, e até de beneficiar-se dos ritos católicos. Em suas decisões, segundo ele embasadas no Código de Direito Canônico (Cân. 300), pelo qual ?Nenhuma associação deve assumir o nome de ?católica?, sem o consentimento da autoridade eclesiástica competente, dom Muniz decreta, ainda, a ?retirada do Santíssimo Sacramento? e que ?não mais sejam celebradas Santas Missas nessas Comunidades Terapêuticas, em todo o território da Arquidiocese de Maceió?.

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