Política
MP aju�za a��o por fraude em folha
O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) ingressou com mais uma ação civil pública contra deputados estaduais envolvidos em desvios de recursos da Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Desta vez, 17 parlamentares, que exerceram o cargo entre 2009 e 2014, estão na mira da Justiça. De acordo com a investigação dos promotores, cerca de R$ 3,5 milhões foram depositados na conta de servidores laranjas, nomeados pelos deputados, entre eles, beneficiários do Bolsa Família. A ação pede a condenação do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Fernando Toledo, que no período investigado exercia a função de presidente da Mesa Diretora, do deputado Marcelo Victor, que ocupou a função de 1º e 2º secretário da Casa; e do ex-diretor-geral do Parlamento, Luciano Suruagy, que também atuou como diretor financeiro da Assembleia. Além da perda dos direitos políticos, o Ministério Público Estadual requer dos acusados o bloqueio de bens, a perda das funções públicas, o pagamento de multa e a devolução dos recursos. De acordo com as investigações, os recursos foram provenientes de um contrato refeito com a Caixa Econômica Federal, que processa os créditos da folha salarial da Assembleia Legislativa. Sem justificativa plausível, o contrato foi rompido e a Mesa Diretora pagou 20% do mesmo para o banco, como multa de rescisão, que somou R$ 2,8 milhões. Mas, logo em seguida, um novo contrato, com a mesma instituição bancária, foi elaborado, no valor de R$ 4,8 milhões, dinheiro pago a Assembleia. Subtraído o montante da multa (R$ 914 mil), ficou o saldo de R$ 3,9 milhões para serem administrados pela Mesa Diretora, recurso que o Ministério Público acredita ter sido depositado de forma irregular na conta de servidores comissionados.