Política
Empres�rios mant�m otimismo
É com otimismo que o comércio e a indústria se preparam para receber 2017. Se o ano de 2016 encerra deixando instabilidade econômica que afastaram o consumidor dos mercados produtores, o ano que se inicia é tido como um momento de aposta na retomada do crescimento do País, de recuperação financeira, equilíbrio das contas e de novo ânimo para quem estava mergulhado numa crise quase sem volta. Comércio e indústria em Alagoas sabem que o caminho não vai ser fácil, mas estão confiantes que será possível. Os empresários visualizam que 2017 será um ano ainda de dificuldades, mas de recomeço. O presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra avalia que os parlamentares e o governo precisam continuar buscando o entendimento em torno das reformas necessárias para que o brasileiro possa vislumbrar um futuro mais promissor para a Nação. ?Nosso País precisa sair do fundo do poço. Não podemos continuar desperdiçando tempo?, afirma José Carlos Lyra, ao falar de sua confiança que o Brasil possa recuperar as contas públicas, voltar a crescer e gerar emprego e renda. Na avaliação do presidente da Fiea, o ano que começa ainda deve ser de sacrifícios. Não poderia ser diferente. ?Atravessamos o ano de 2016 com enormes dificuldades, mas acreditamos que a partir do segundo semestre, o início da retomada da economia já deve ser percebido?, afirma, e ressalta: ?Apesar da crise e dos fatores adversos, torcemos que 2017 seja melhor em prosperidade e justiça. O desejo do nosso País é voltar a crescer. Não podemos continuar desperdiçando tempo?, disse. COMÉRCIO O setor lojista, atingido em cheio pela crise que afastou o consumidor, fechou inúmeras casas comerciais, forçando o empresariado demitir trabalhadores, também espera com expectativa positiva a chegada de 2017. ?Temos pelo menos uma expectativa de mudanças que podem acontecer nos primeiros meses do ano. Algumas práticas que antes não eram possíveis, podem diminuir a retração do consumidor no comércio. Por exemplo: o governo federal está anunciando que vai estudar essa possibilidade de reduzir os juros que recaem no cartão de crédito. A maioria da população hoje usa o cartão e não pode pagar aquele rotativo astronômico, 480% de juros, quando faz a negociação. Quando o presidente Michel Temer veio a Maceió ele disse que quer que o setor econômico do governo estude essa possibilidade?, disse o presidente da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomercio) Wilton Malta de Almeida.