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Amea�a de confronto entre fac��es deixa Estado em alerta

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O massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, deixou os secretários de Ressocialização de todo País em alerta. Entre a tarde do domingo, 1º de janeiro, e a manhã da segunda-feira, dia 2, uma briga entre facções criminosas resultou em 56 detentos mortos, alguns esquartejados e decapitados. Em Alagoas, a situação está sob controle, mas tanto o juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, como o tenente-coronel Marcos Sérgio, secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), reconhecem que nenhum presídio do Brasil está livre de enfrentar algo semelhante. ?Todos os secretários de Ressocialização do País se comunicam num grupo de WhatsApp. Estamos acompanhando a situação de Manaus. A preocupação é comum a todos os estados. A gente não sabe prever o que pode desencadear desta tragédia. Estamos cautelosos?, afirmou o secretário Marcos Sérgio, ressaltando que diversas medidas são adotadas nos presídios alagoanos com objetivo de reduzir os riscos de conflitos entre facções criminosas. ?Como em diversos estados, em Alagoas separamos presos de grupos rivais. Agora mesmo [ontem à tarde] estamos fazendo uma revista rigorosa em uma das unidades com o Bope?, disse ele. De acordo com o secretário, parte dos detentos que superlotam o sistema prisional no Estado se divide em três facções criminosas. ?Como em todo Brasil, temos presos vinculados, ou que dizem ser vinculados, ao PCC e ao Comando Vermelho. Além dessas, aqui existe ainda uma facção local?, detalhou o tenente-coronel Marcos Sérgio. ?Também estamos fortalecendo nosso serviço de inteligência, que já é bem atuante, identificando os presos, fazendo projeções, apurando se os detentos pertenciam a grupos criminosos fora do sistema?, explicou ele. Devido ao massacre em Manaus, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou que este ano, pelo menos 30% dos presídios brasileiros vão funcionar com bloqueadores de celular. Em Alagoas, o secretário Marcos Sérgio afirmou que o complexo prisional também vai contar com a tecnologia.

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