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Inc�ndio na C�mara tem nova investiga��o

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MARCOS RODRIGUES O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino da Silva, designou, ontem, em caráter especial, o delegado Oldenburgo da Silva Paranhos Filho, para dar prosseguimento às diligências policiais que apuraram o crime de roubo, seguido de incêndio, ocorrido na Câmara de Maceió, em 1997. O processo sobre o ?suposto? incêndio se encontrava na 3a Vara Criminal de competência não-privativa da capital. Nos três volumes do processo que tem 548 folhas, a autoria material do crime ainda não foi apontada. Por esse motivo, a Justiça determinou que a cúpula da SDS designe um novo delegado para tentar esclarecer o mistério. O delegado Oldenburgo Paranhos não foi escolhido por acaso. Ele se notabilizou a partir de 95, quando investigou, junto com o procurador de Justiça Luiz Carnaúba, o episódio da emissão e desvio de R$ 301,6 milhões para pagar supostos precatórios do Estado. As investigações culminaram com a instalação da CPI dos Precatórios, no Senado e Assembléia Legislativa de Alagoas. Além disso, as investigações de Paranhos geraram vários processos contra os envolvidos. Entre eles, o ex-governador Divaldo Suruagy. Suspeitos Paranhos tem pela frente uma missão muito difícil. No processo existem vários suspeitos, desde ex-funcionários a ex-parlamentares da Casa. Uma das barreiras para a conclusão das investigações, foi a falta de perícia das marcas de digitais dos envolvidos nos arrombamentos de armários e na tentativa de atear fogo nos arquivos da câmara. O então presidente, na época, pastor João Luiz (PGT), será peça fundamental para relembrar o contexto que se configurou num dos maiores escândalos políticos de Maceió. Naquele período, o poder era citado como campeão de nepotismo do serviço público municipal.

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