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Vereadores pedem interven��o federal na seguran�a p�blica

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ARNALDO FERREIRA Os vereadores do PSB de Maceió ? partido do governador Ronaldo Lessa e da prefeita Kátia Born ? pedem a intervenção das tropas federais (do Exército) nas polícias Civil e Militar, para conter a evolução do crime organizado, das chacinas. Eles querem também incursões do Exército nos conjuntos residenciais onde parlamentares estão infiltrando seus ?jagunços? para intimidar a população. Já os vereadores de oposição, afirmaram que o ex-vereador eleito deputado estadual, o cabo Luiz Pedro, é uma espécie de ?coronel urbano? que controla áreas de baixa renda na periferia. O vereador Marcos Alves (PSB) foi um dos que defendeu, abertamente, ontem, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, a intervenção das tropas federais na estrutura de Segurança Pública de Alagoas e quer que a Polícia Federal investigue de quem são os ?traficantes? e quais são os ?justiceiros? que ?trabalham? para parlamentares nos conjuntos pobres da periferia, atemorizando a população, com o objetivo de controlar as Associações Comunitárias para transformá-las em currais eleitorais. Traficantes Alves destacou a gravidade do problema que a GAZETA DE ALAGOAS abordou na edição do último domingo, onde numa reportagem especial constatou que ?políticos e traficantes disputam o controle dos conjuntos habitacionais de Maceió?. Segundo o vereador, ?o governo perdeu o controle da situação. A violência e as chacinas se multiplicam e, em todas elas, a gente constata o envolvimento de policiais?, lamentou. Alves, que foi secretário municipal das Regiões Administrativas e também de Saneamento, disse que nos conjuntos habitacionais de baixa renda as pessoas são obrigadas a pagar pedágios de três a cinco reais para não terem as casas arrombadas ou as filhas estupradas. Para demostrar o envolvimento de policiais na nova estrutura do crime organizado, disse que os comerciantes que saem para fazer compras em Estados vizinhos são obrigados a pagar pedágios ou andar escoltados. ?Nas estradas, os assaltantes só não atacam os que pagam escolta?. Criticou ainda o serviço reservado da PM. ?A polícia inteligente só serve para identificar os ladrões de galinha. Estou cobrando que o governo seja ágil, defendo a intervenção do Exército no aparelho de segurança para conter os crimes?. Marcos Alves lembrou a chacina da Praça Arnon de Mello, em 96, com envolvimento de policiais e delegado. Em 2003, segundo ele, a chacina do Jardim Acácia, novamente teve envolvimento de policias e guardas penitenciários?. Marcos quer uma comissão de vereadores investigando a violência. Conjunto O líder do PT na câmara, vereador Judson Cabral, foi mais explícito. ?Nesta cidade tem a figura do ?coronel urbano?. Ela conta com a conivência da prefeitura que a permite invadir áreas e a deixa controlar os conjuntos de baixa renda. Um desses elementos foi vereador e se elegeu deputado?, disse ao se referir ao cabo Luiz Pedro. Judson responsabilizou a prefeitura pela falta de segurança nas comunidades. Ele que é membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, poderá pedir ajuda à Comissão Nacional de Direitos Humanos para as comunidades pobres, reféns de traficantes e dos supostos assessores de deputados violentos. Outro vereador, George Sanguinetti (sem partido), também mostrou o envolvimento político no crime: ?Alguns deputados se mantêm no poder às custas de muita violência e sangue?. Diante da gravidade da situação, o presidente em Exercício da câmara, Jaudeni Coutinho (PSB), criou uma comissão, presidida por Marcos Alves e formada pelos vereadores França Moura (PL) e George Sanguinetti para investigar o caso. Alves já adiantou que a primeira visita será ao Ministério Público Estadual, para saber como andam as investigações sobre as chacinas. O segundo passo será ouvir os moradores das áreas críticas dos conjuntos habitacionais de baixa renda. O governador Ronaldo Lessa também está preocupado. Na semana passada, cobrou mais empenho de seus assessores da Defesa Social.

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