Política
Novo m�nimo deve gerar demiss�o
O novo salário mínimo passou a vigorar no primeiro dia deste ano. O valor foi reajustado de R$ 880 para R$ 937, (R$ 57 a mais) o que equivale a 6,48% de aumento em relação ao que era pago em 2016. Ficou R$ 8,8 abaixo dos R$ 945,8 que haviam sido propostos em agosto pelo governo federal. Enquanto trabalhadores reclamam do valor, empregadores temem não ter outro caminho a não ser demitir para bancar os encargos que o impacto do salário traz. Comércio e indústria sinalizam para a possibilidade de enxugamento do quadro de pessoal, enquanto Estado e municípios fazem levantamento do quanto vão precisar a mais para garantir o pagamento da folha de pessoal. Para quem recebe, é um valor considerado baixo. Para quem paga, trará consequências negativas. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Alagoas (Fiea), industrial José Carlos Lyra é enfático ao dizer quando questionado se há riscos de demissão, de cortes de funcionários no segmento com o novo mínimo nacional. ?Infelizmente, sim. O momento ainda é difícil, considerando que, no ano passado, a indústria foi praticamente ao fundo do poço, com redução de mais de 30 mil postos de trabalho em todo País, somente no primeiro semestre?, afirma. ?A distribuição de renda é importante, inclusive por permitir a recuperação da confiança dos consumidores. Os aumentos do salário mínimo contribuem para a redução da pobreza, mas também se observa efeito negativo sobre o nível de empregos?, analisa. Para o dirigente da Fiea, ?nesse momento duas importantes questões precisam ser consideradas na definição do reajuste do salário mínimo. Uma é a saúde das finanças públicas, já que o reajuste provoca um efeito cascata nos demais salários. A outra é sabermos o que esse aumento representa para a competitividade das empresas?, pontua.