Política
Teremos que rever todos os c�lculos
O comércio, um dos maiores empregadores do Estado, enfrenta os efeitos da crise econômica, que fechou lojas e postos de trabalho, prepara-se agora para as consequências que o novo mínimo trará. ?Talvez não seja muito para o dia a dia da empresa, mas é representativo para o momento econômico que as empresas estão vivendo. Vamos ter que rever todos os cálculos para ver quanto vai acrescer no recolhimento anual desses encargos, como INSS, Fundo de Garantia, PIS, todos estão embutidos nesses cinco mil e trezentos reais por funcionário que recebe com base no piso salarial [salário mínimo]?, informa Wilton Malta. A estimativa, segundo ele, é que existam hoje em torno de 600 mil pessoas em Alagoas, entre comerciários e aposentados, que recebem com base no salário mínimo. ?Hoje, o comércio de bens, serviços e turismo representa mais de 65% da empregabilidade em Alagoas. É o maior empregador no Estado. Está, portanto, neste setor, talvez, o maior percentual em termos de pessoas que recebem salário mínimo. Na economia, o segmento da Federação do Comércio corresponde a mais de 70% do PIB [Produto Interno Bruto] alagoano. É representativo. Já fomos no passado até muito menor, mas ultimamente, com a diminuição das usinas, o comércio tornou-se o setor que mais absorve mão de obra em Alagoas?, diz.