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Estado vai acelerar transfer�ncia de l�deres de fac��es

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O governo do Estado decidiu se apressar na transferência dos líderes de facções criminosas do sistema prisional de Alagoas para penitenciárias federais logo após a morte violenta de dois reeducandos, ocorridas no começo da tarde de ontem, e em módulos distintos da Casa de Custódia da Capital, o popular Cadeião. Há uma investigação em curso para saber se os episódios desta quinta tenham alguma relação com brigas entre grupos rivais, como aconteceu no Amazonas e em Roraima. Um dos autores foi identificado. O secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Marcos Sérgio Freitas, confirmou à Gazeta que as vagas em presídios federais foram liberadas e o procedimento de transferência dos detentos devidamente identificados como lideranças de organizações criminosas acontecerá a qualquer momento sob forte esquema de segurança. O quantitativo de presos que serão remanejados não foi revelado pelo gestor. As duas mortes no Cadeião deixaram as autoridades ligadas à segurança pública em alerta máximo. As mortes chamaram a atenção pela maneira como ocorreram (com sinais evidentes de execução) e em horário bem próximo uma da outra. A primeira foi registrada às 13h05 e a outra, às 13h11. Apenas o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL) liga o fato a uma provável guerra entre facções. O presidente da entidade, Kleyton Anderson, informou que os módulos onde ocorreram as mortes são destinados a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que as vítimas fariam parte de uma organização rival. Esta possibilidade, no entanto, não foi confirmada pela direção dos presídios. Também não está descartada. Assim que foram informadas do fato, equipes da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) iniciaram uma varredura no presídio com a contagem dos reeducandos. No local, agentes penitenciários constataram a morte de Alexsandro Neves, conhecido pelo apelido de ?Breno?, que tinha 39 anos; de Jonathan Marques Tavares, de 24. O primeiro nasceu em Sergipe e estava recolhido no módulo 2, cela 16, daquela unidade prisional, desde 24 de dezembro de 2016, e já era reincidente. Ele foi avistado com vários furos espalhados pelo corpo, além de apresentar cortes profundos na testa e no pescoço. Também estava com a cabeça enrolada por um lençol.

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