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Um ter�o dos terrenos e im�veis em Macei� est� irregular

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Cerca de um terço dos terrenos e imóveis construídos em Maceió está irregular perante a prefeitura. A Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), responsável por fiscalizar a ocupação do território municipal, trata esta dificuldade com cautela, embora saiba que parte destes casos vai originar processos judiciais com pedido de usucapião, uma maneira de regularizar o espaço que pertence a outras pessoas e que estão sendo ocupados há, pelo menos, cinco anos por terceiros. É o que está acontecendo com o desempregado José Cícero Alves da Silva, de 29 anos. Ele vive com a família, há 15 anos, em uma área próxima ao açude do conjunto Salvador Lyra, na parte alta da capital, de maneira irregular. O terreno é bem amplo e pertence ao dono de uma antiga fábrica de reciclagem, que fechou as portas na década de 1990. O tempo foi passando e o sogro de Cícero, que era funcionário da empresa falida, ficou no local após sofrer um acidente de trabalho. ?Meu sogro trabalhava nesta fábrica e quebrou a perna. Passou um tempo afastado e, quando iria retornar, a empresa faliu. O dono foi embora e meu sogro, que não tinha casa, resolveu ficar na área. Ergueu uma casa e levou a família. Eu cheguei a algum tempo depois e também me instalei. Neste período, representantes do Banco do Brasil estiveram por aqui para pedir o terreno, mas não conseguiram. Depois, vieram pessoas ligadas ao Senai, que buscaram uma negociação com a gente e pararam em seguida?, lembra. O morador diz que o ?Sistema S? tem uma unidade nas proximidades do local e que não sabe se a área ocupada já pertence à empresa. Agora, cerca de 20 famílias, também alheias a José Cícero, estão vivendo neste espaço e nenhuma tem a documentação que comprove a regularidade do terreno. Recentemente, após a chamada para negociação por parte da gerência do Senai, uma comissão se reuniu e tentou ingressar com ação de usucapião na Justiça.

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