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ESTADO DEVE TRANSFERIR MAIS DE 10 DETENTOS PARA PRESÍDIOS FEDERAIS

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Faltam apenas alguns acertos na logística para providenciar a transferência, para penitenciárias federais, dos reeducandos recolhidos no sistema prisional de Alagoas. Estes foram identificados como líderes de facções criminosas e já estão isolados. Não há um número preciso ? o Estado guarda a sete chaves ?, mas é muito provável que mais de dez detentos considerados perigosos serão remanejados para outros estados. Uma fonte extraoficial, porém ligada à Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), revelou à Gazeta de Alagoas ser esse o quantitativo aproximado. Oficialmente, o secretário de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), Marcos Sérgio, não dá detalhes de como será a transferência. Diz que, por questões de extrema segurança, os pormenores não devem ser revelados. Em outras épocas, remanejamento de presos mobilizava grande aparato da segurança pública. E não deve ser diferente agora. O planejamento dessa ação acontece até fora dos muros dos presídios, em reuniões e encontros realizados em locais que não despertem a atenção da imprensa ou de curiosos. Na avaliação feita pelo secretário, a transferência para penitenciárias federais é um procedimento necessário e está sendo repetido em todas as unidades prisionais do País. Isolados nesses presídios de segurança máxima, os reeducandos cumprem regras mais severas de convívio, dificultando o planejamento de crimes. Acerca da investigação da morte de dois detentos do Cadeião, na última quinta-feira, a Seris informou que mais dois presos foram reconhecidos em um vídeo viralizado nas redes sociais como autores do crime praticado no módulo 2, que teve como vítima Jonathan Marques Tavares, de 24 anos. As imagens mostram a crueldade como o reeducando foi assassinado. É possível ver que um dos assassinos abre o abdômen do detento com uma faca artesanal e, com a mão, retira as vísceras. Outro, com tatuagem, espeta o corpo várias vezes sem piedade. Na conversa entre eles, ouvem-se ?honras? à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e a indicação de que a vítima seria simpatizante de um grupo rival.

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